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Cid orientou manifestantes a marchar contra STF em 2023

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 26/11/2024 às 20:03 · Atualizado há 4 dias
Cid orientou manifestantes a marchar contra STF em 2023
Foto: Reprodução / Arquivo

Igor Mello

O tenente-coronel Mauro Cid, então ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, orientou manifestantes acampados em frente a quarteis a marcharem em direção às sedes do STF (Supremo Tribunal Federal) e do Congresso em novembro de 2022.

A orientação foi revelada por mensagens de WhatsApp recuperadas pela PF (Polícia Federal). No diálogo com o major do Exército Rafael de Oliveira, um dos kids pretos envolvidos na tentativa de assassinato contra o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Após receber um pedido de orientação de Oliveira, Cid afirma que os manifestantes deviam ir pro “STF e CN [Congresso Nacional]”. E garante que eles seriam protegidos pelas Forças Armadas.

Para a PF, a orientação passada por um integrante do núcleo duro do governo se concretizou em 8 de janeiro de 2023: “Percebe-se que no dia 11 de novembro de 2022, já havia a intenção de que asmanifestações fossem direcionadas fisicamente contra o STF e o CongressoNacional, fato que efetivamente ocorreu no dia 08 de janeiro de 2023”.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, retirou o sigilo do inquérito da PF sobre a tentativa de golpe de estado.

Respaldo aos manifestantes

A conversa indica que Oliveira servia como ponte entre a cúpula do governo Bolsonaro e os manifestantes nos quartéis. O assunto começa no dia 11 de novembro, quando os comandantes das três forças assinaram uma nota conjunta chancelando os acampamentos golpistas na frente de unidades militares por todo o país.

Oliveira começa dando um retorno positivo sobre a repercussão da nota: “Então, com a Carta das Forças Armadas, o pessoal elogiou muito, eles estãose sentindo seguro pra dar um passo à frente. Então, os organizadores dosmovimentos vão canalizar todos os movimentos previstos (inaudível) o dia 15como ápice, a partir de agora, lá pro Congresso, STF, Praça dos Três Poderesbasicamente”.

Cid concorda em um aúdio: “Estão sentindo o respaldo das Forças Armadas, porque agora esses movimentos, e, eé o que os caras querem, eles vão botar o nome deles no circuito praaparecer lideranças que puxa o movimento pro, pro, pro, pro, pro STF e pro…para o Congresso”.

Cid continua: “E aí o medo deles é retaliação por parte do Alexandre Moraes. Então,no entendimento deles, essa carta significa que as Forças Armadas vãogarantir a segurança deles. Manifestação pacífica é livre. Então, se eles foremlá e forem presos, as Forças Armadas vão garantir a segurança deles”.

No inquérito, a PF traz elementos que relacionam a trama golpista do fim do governo Bolsonaro com o ataque às sedes dos três poderes em 8 de janeiro. Segundo os investigadores, Bolsonaro fugiu do Brasil um dia antes do fim de seu governo para esperar um fato novo que provocasse a adesão das Forças Armadas ao golpe.

 

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