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Cheia do Rio Acre afetou mais de 4 mil pessoas em 16 comunidades da zona rural da capital

Após cheia atípica do Rio Acre no mês de dezembro, cerca de 16 comunidades rurais foram atingidas e pelo menos cinco chegaram a ficar isoladas em Rio Branco.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 07:26 · Atualizado há 3 dias
Cheia do Rio Acre afetou mais de 4 mil pessoas em 16 comunidades da zona rural da capital
Foto: Reprodução / Arquivo

Após cheia atípica do Rio Acre no mês de dezembro, cerca de 16 comunidades rurais foram atingidas e pelo menos cinco chegaram a ficar isoladas em Rio Branco.

De plantação de macaxeira até as próprias residências, segundo a avaliação de danos feita da Defesa Civil, o prejuízo financeiro e ambiental já ultrapassa os 3 milhões.

Foram disponibilizadas à população, alimentos e até embarcações com barqueiros para que seja feito a travessia de pessoas e também os veículos leves.

Desde 1975 o Rio Acre não transbordava no mês de dezembro na capital.

16 comunidades foram atingidas por cheia do Rio Acre na capital; prejuízo ultrapassa R$ 3 milhões — Foto: Defesa Civil de Rio Branco

Durante a cheia atípica do Rio Acre no mês de dezembro em Rio Branco, cerca de 16 comunidades rurais da capital foram atingidas e pelo menos cinco chegaram a ficar isoladas. Segundo a Defesa Civil Municipal, 4 mil moradores destas áreas foram afetados.

👉 Contexto: No dia 27 de dezembro, o manancial ultrapassou a cota de alerta e logo em seguida transbordou, marcando 14,03 metros. O nível das águas chegou a 15,41 metros na segunda-feira (29) e começou a baixar na terça (30). Após cinco dias, o Rio Acre saiu da cota de 14 metros na última quinta (1º) e chegou a 11,94 metros na capital no sábado (3), reduzindo desde então.

De plantação de macaxeira até as próprias residências, segundo a avaliação de danos feita pelo órgão, o prejuízo financeiro e ambiental já ultrapassa R$ 3 milhões.

À Rede Amazônica, o produtor rural Francisco de Assis disse que o manancial subiu rapidamente e, por isso, ele não conseguiu salvar nenhuma de suas plantações.

Não deu pra fazer muita coisa, perdemos todas as nossas plantações, por que não tinha o que fazer

— resumiu o produtor.

Com a vazante do Rio Acre, as comunidades não estão mais isoladas e os moradores são assistidos pelas equipes da prefeitura.

Entre a ajuda oferecida aos moradores estão: kit limpeza, higiene, colchões, além de alimentos e até embarcações para a travessia de pessoas e também de veículos leves, como motocicletas e bicicletas.

A gente sabe que teve prejuízos materiais, por isso, vamos entrar com uma ajuda humanitária para ajudar esses produtores

— afirmou o coordenador do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão.

No Acre, rios e igarapés transbordam; Rio Branco está em situação de emergência — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Desde 1975, o Rio Acre não transbordava no mês de dezembro na capital. No dia 28 de dezembro, o manancial chegou a marcar 14,94 metros na medição das 9h. Com a cheia atípica que atingiu mais de 20 mil pessoas, 15 bairros já foram afetados, cerca de 300 residências ficaram alagadas e ainda 237 pessoas precisaram deixar suas casas.

Contudo, o rio saiu da cota de transbordo cerca de cinco dias depois. Segundo a Defesa Civil Municipal, o cenário foi resultado do dezembro mais chuvoso já registrado.

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