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Análise: Chavismo mantém interinidade para evitar eleições

A posse de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela sinaliza uma estratégia cuidadosa do regime chavista para evitar a convocação de novas eleiç...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 18:11 · Atualizado há 1 semana
Análise: Chavismo mantém interinidade para evitar eleições
Foto: Reprodução / Arquivo

A posse de Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela sinaliza uma estratégia cuidadosa do regime chavista para evitar a convocação de novas eleições no país, conforme analista de Política da CNN Pedro Venceslau no CNN 360º.

Eles tomaram todo um cuidado protocolar e também constitucional na Venezuela para que ela não assumisse a presidência de forma efetiva. Porque pela constituição do país, se isso acontecer, eles teriam que convocar novas eleições no período de 90 dias

— De acordo com Venceslau, o governo venezuelano tomou precauções protocolares e constitucionais para que Delcy não assumisse a presidência de forma efetiva. , explicou.

Portanto, é um cuidado que eles tomaram na Venezuela de continuar com essa interinidade. Ela segue sendo tratada pelo Partido Socialista Unificado da Venezuela como vice-presidente ou presidente interina

— A manutenção de Delcy apenas como interina permite que o calendário eleitoral permaneça inalterado, com previsão de eleições apenas para 2031. Essa manobra garante a continuidade do regime chavista, que vem desde Hugo Chávez e seguiu com Nicolás Maduro. , destacou Venceslau.

O analista da CNN ressalta que, apesar da ausência de Nicolás Maduro, a máquina chavista continua operando normalmente. Segundo Venceslau, os Estados Unidos sinalizaram que podem conviver com essa nova realidade desde que haja diálogo entre os países.

Em seu discurso de posse, Delcy Rodríguez criticou o que chamou de "sequestro de Nicolás Maduro", mas também indicou disposição para dialogar com a Casa Branca. Essa postura pode representar um isolamento ainda maior da oposição não consentida da Venezuela, que atualmente atua principalmente no exílio.

Não há uma organização política da oposição não consentida na Venezuela hoje. Por isso que a gente não vê grandes manifestações de rua no país contra, ou defendendo, ou comemorando a prisão de Nicolás Maduro

— observou Venceslau.

Não houve uma mudança consistente de regime na Venezuela. E essa continuidade aponta para possivelmente um novo governo, uma nova presidente interina, mas sem mudar abaixo dela tudo o que já significa todo o núcleo duro que vem de Nicolás Maduro

— O especialista conclui que os Estados Unidos retiraram Maduro do país, mas não desestabilizaram ou causaram danos políticos severos ao grupo que comanda a Venezuela desde Hugo Chávez. .

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