Toda e qualquer teoria da atual repudiação da extrema direita ao nome do ministro Flávio Dino (Justiça) para o STF tem origem em um ato de xenofobia de Jair Bolsonaro, ainda em 19 de julho de 2019.
Em momento de popularidade em subida, o ex-presidente definiu o portanto governador maranhense porquê cândido de ataque preconceituoso e atiçou a militância sintonizada com o seu pensamento macabro:
— Daqueles governadores de… “paraíba”, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter zero com esse rosto — disse, em orientação ao ministro Onyx Lorenzoni (Morada Social).
Nascia assim a perseguição administrativa e política à gestão de Flávio Dino, campanha que se tornaria implacável um ano depois, durante a pandemia do Covid-19 no país.
O tratamento pejorativo “paraíba”, muito usado no Rio de Janeiro em relação aos nordestinos em universal, acionou o gatilho do “gabinete do ódio”, departamento comandada no Palácio do Planalto pelo fruto 02, o vereador carioca Carlos Bolsonaro.
O conflito aumentava conforme crescia o desprezo e o trote de Bolsonaro com as vítimas do Coronavírus. Nesse período, o Consórcio Nordeste, grupo liderado pelo governo maranhense, saía em resguardo do uso de máscaras, compra de vacina e proteção social.
Nas redes bolsonaristas, Dino foi eleito imediatamente porquê cândido preferencial de ataques de gordofobia e do surradíssimo “comunista”, a mesma litania repetida na semana passada pela ex-primeira-dama Michelle.
Tudo que ecoa nos gabinetes da extrema direita e dos conservadores do Senado nesse momento é unicamente uma versão revista e ampliada da xenofobia do ex-capitão — paulista de promanação com formação militar e política no Rio de Janeiro.
Os embates do ministro de Lula com parlamentares extremistas, no palco das comissões do Congresso, unicamente realçaram os rastros de ódio percorridos pela tropa fascista desde 2019.
Flávio Dino desmontou o esquema de lacração da turminha com o deboche inteligente no melhor estilo “peba na pimenta”, para reportar a música do cantor e compositor João do Vale, seu conterrâneo maranhense.
O mesmo artista do clássico “Carcará”, o que pega, mata e come, hino vernáculo nas vozes de Nara Leão e Maria Bethânia.
Pisando na fulô, para seguir no dança de João, o ex-governador deve ter o nome autenticado para o STF no dia 13 de dezembro. Apesar da campanha bolsonarista, contará com o suporte da maioria dos senadores.
Atente para a feliz coincidência da data: 13 é a celebração do promanação de Luiz Gonzaga, Dia Vernáculo do Forró.
Vai ter arrasta-pé em mais uma vingança da Democracia brasileira em um 2023 que começou com a maldita tentativa de golpe e terrorismo do 8 janeiro.