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Velório de Ziraldo é realizado no MAM, no Rio de Janeiro

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/04/2024 às 18:27 · Atualizado há 4 dias

Bruno de Freitas Moura – Sucursal Brasil

O corpo do cartunista Ziraldo começou a ser velado na manhã deste domingo (7), no Rio de Janeiro. O momento de despedida de parentes, fãs e amigos do artista, que morreu na tarde de sábado (6), se iniciou às 10h no Museu de Arte Moderna, no Parque do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro.

O sepultamento ocorreu no Cemitério São João Batista, no bairro vizinho de Botafogo, às 16h30. De conciliação com a família, Ziraldo morreu por causas naturais, em moradia, no bairro da Lagoa, no Rio. Ele tinha 91 anos e estava fora da vida pública e criativa desde setembro de 2018, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC).

Um dos grandes nomes da literatura brasileira, Ziraldo é pai do personagem Menino Maluquinho, além de inúmeras outras atrações para o público infantojuvenil. O desenhista, jornalista, chargista e jornalista teve a trajetória ligada à resguardo da democracia. Ele é um dos fundadores do jornal O Pasquim, na dezena de 60, um dos principais veículos de prelo a combater a ditadura militar.

Lula lamenta morte de Ziraldo

A morte de Ziraldo causou comoção nas redes sociais. O também desenhista Mauricio de Sousa, pai da Turma da Mônica, escreveu que a morte do cartunista é uma perda pessoal e para o país.

“Que tristeza! Não tenho palavras. Perdi mais que um grande companheiro. Perdi um irmão. Das letras, dos traços e da vida! Mas ele estará sempre cá em meu coração. E nos corações de milhões de brasileiros maluquinhos, de todas as idades, que seguirão apaixonados por sua obra. Viva, Ziraldo!”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Ziraldo foi um dos maiores expoentes da cultura, da prelo, da literatura infantil e do imaginário do país.

“O Menino Maluquinho, seu personagem mais publicado, povoou mentes e a imaginação de crianças de todas as idades em todas as regiões. Um livro que virou filme, peças, pautou músicas e vem sendo pretérito de pais para filhos uma vez que sinônimo de inocência, curiosidade e venustidade, além de um olhar esperançoso em relação aos imensos potenciais do mundo em que vivemos”, disse o presidente.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, escreveu que Ziraldo foi uma inspiração. “Sua partida deixa um vazio imenso”, lamentou.

Obra premiada internacionalmente

Ziraldo recebeu diferentes premiações, uma vez que o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e o prêmio Merghantealler, da prelo livre da América Latina, ambos em 1969.

Levou ainda o Prêmio Jabuti de Literatura, em 1980, com O Menino Maluquinho, e novamente em 2012, com Os Meninos do Espaço. O Menino Maluquinho nasceu nos anos 1980 e foi inspirado no fruto do jornalista.

Na dezena de 1960, publicou a primeira revista em quadrinhos de sucesso, a Turma do Pererê, que seria cancelada pouco tempo depois do golpe militar de 1964. Voltaria ainda em edições pela Abril e Editora Primor nas décadas seguintes.

Na TV Brasil, emissora da Empresa Brasil de Notícia (EBC), os 26 episódios do programa Um Menino muito Maluquinho foram apresentados ao longo de 2006. O cartunista e jornalista ainda apresentou o ABZ do Ziraldo durante cinco temporadas. Foram 189 episódios onde o tema era sempre incentivar jovens e crianças ao hábito da leitura.

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