Por Carlos Petrocilo
(Folhapress) — Envolvida na Operação Término da Risca, a empresa Transwolff detém a segunda maior frota de ônibus de São Paulo, com 1.206 veículos (9% dos 13.289 ônibus da frota). A concessionária fica detrás somente da Metrópole Paulista, que tem 1.443 ônibus (10,8%), de consonância com a SPTrans.
Dos 313 milhões de passageiros transportados na capital em janeiro e fevereiro deste ano — dados mais recentes –, a Transwolff foi responsável por atender 27 milhões (8,6%).
Sediada na zona sul, a empresa que tem 4.049 funcionários assumiu a vanguarda no processo de substituir a frota de ônibus a diesel por veículos elétricos e também firmou compromisso com a Prefeitura de São Paulo para operar o “ônibus aquático” — transporte hidroviário na represa Billings.
Tanto o transporte aquático porquê a troca de ônibus a diesel pelos elétricos são apostas do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para seus planos de reeleição.
A empresa nasceu porquê uma cooperativa de vans, a CooperPam, com 1.200 cooperados na dez de 2000. Em 2015, passou a se invocar Transwolff.
Transwolff
De consonância com o Ministério Público (MP-SP), dirigentes da cooperativa chegaram a ameaçar os cooperados para transferir o controle da CooperPam para a Transwolff — ou TW, na era.
A reportagem ouviu um desses cooperados. Sob exigência de anonimato por terror de represálias, ele disse que foi expulso com a chegada da Transwolff e que perdeu dois micro-ônibus que lhe garantiam o sustento. Sentindo-se lesado, contou ter comemorado o resultado da Operação Término da Risca.
Desde fevereiro de 2015, a Transwolff recebeu R$ 4,8 bilhões da prefeitura a título de remuneração, o que inclui subsídios e tarifas pagas em quantia e com o Bilhete Único. Foram R$ 2 bilhões somente na atual gestão, a de Bruno Covas e Ricardo Nunes — de janeiro de 2021 a fevereiro deste ano, dados mais recente da SPTrans.
De consonância com o portal da Receita Federalista, a Transwolff detém um capital social de R$ 30,8 milhões.

Transwolff é cândido de investigação da polícia por relação com PCC (Divulgação)
Em meio à investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Peculiar de Repressão ao Transgressão Organizado), que durou cinco anos, a Transwolff expandiu a frota de ônibus elétricos com a compra de 78 desses veículos, que em média custam R$ 2,5 milhões cada um. Outras seis empresas, juntas, conseguiram comprar no supremo 40 modelos.
Nesta terça (9) foram presos Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, indicado porquê proprietário da empresa, e o diretor Robson Flares Lopes Pontes, por decisão judicial.
A Transwolff também foi escolhida pela prefeitura para operar o transporte hidroviário. A Justiça de São Paulo, no entanto, suspendeu a inauguração do sistema, que estava prevista para 27 de março. O Judiciário determinou que a gestão Nunes apresente mais estudos sobre o impacto ambiental do projeto.
Nesse padrão, a Traswolff deveria operar com dois barcos, com capacidade para 60 passageiros cada um. O trajectória idealizado conecta os bairros Cantinho do Firmamento, na região do Grajaú, e Parque Mar Paulista, em Pedreira. O pagamento poderia ser feito com Bilhete Único, e a Transwolff receberia subsídios por mais esta operação.
Pelo projeto, a prefeitura deverá desembolsar R$ 160,2 milhões, o que inclui a construção de estaleiro, terminais e atracadouros -a conta não considera a remuneração paga pela operação.
Para Rafael Drummond, planejador urbano e de transporte, a subida de uma empresa ligada ao violação organizado gera preocupação.
“São parcerias relevantes. Ela é a maior empresa do sistema de distribuição sítio, fez projetos-piloto para os ônibus elétricos a bateria e ganhou a operação do sistema aquático sem nunca ter tido qualquer experiência com a operação das embarcações adquiridas”, afirmou.
Apesar de a Transwolff ser cândido da Operação Término da Risca, a gestão Nunes afasta a possibilidade de prejuízos nos projetos de expansão da frota de ônibus elétricos e de transporte aquático.
Em nota enviada à reportagem, a SPTrans afirmou que assumiu a gestão e a operação da Transwolff e que os contratos com fornecedores também serão mantidos.
“A SPTrans segue trabalhando junto a todos os envolvidos na implantação da infraestrutura para a eletrificação da frota de ônibus da cidade”, diz o órgão.
O prefeito ficou bastante desconfortável com a situação e, logo em seguida a prisão dos dirigentes da empresa, nomeou Valdemar Gomes de Melo, diretor de planejamento de transporte da SPTrans, porquê interventor na Transwolff. Com isso, Nunes tem dito que a circulação dos ônibus não será afetada.
“Não haverá nenhuma paralisação no transporte público da cidade de São Paulo, em próprio por essas duas empresas [Transwolff e UPBuss] que hoje sofreram as investigações, os mandados e a mediação”, disse o prefeito, nesta terça.
A reportagem procurou a assessoria de prelo da Transwolff nesta quarta, mas, por desculpa da mediação, foi orientada a entrar em contato com a SPTrans.
No mês pretérito, a prefeitura já havia retirado seis linhas da Transwolff em seguida um passageiro promover um quebra-quebra no terminal Varginha em protesto contra a vagar para embarcar. As cenas foram gravadas, e no vídeo é provável ver que o varão é aplaudido por demais passageiros no sítio.
Notificada pela SPTrans, a empresa disse, na ocasião, que a operação não estava no “padrão Transwolff”. O prefeito chegou a se desculpar pelo tardança.