
Policiais obrigados a irem a formatura na igreja Universal
Com Karla Gamba
O Tribunal de Justiça do Região Federalista negou o pedido de solidão do tenente-coronel Rodrigo da Silva Abadio, comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar do DF. O MP do DF pediu a retirada de Abadio do função depois que ele realizou um evento solene da polícia dentro da Igreja Universal. A denúncia foi feita com exclusividade pela poste em reportagem publicada na semana passada. A decisão está sob sigilo de justiça.
Junto ao pedido de solidão cautelar do comandante, o MP enviou também para a Corregedoria da PM um pedido de investigação do caso. Os dois são assinados pelo promotor Flávio Milhomem. Outrossim, outros 7 casos foram enviados para investigação. As apurações continuam.
‘Parceria’ entre o batalhão e a Igreja Universal
Em um vídeo, policiais aparecem fardados e sentados dentro do templo, ouvindo as falas do comandante, tenente-coronel Rodrigo da Silva Abadio, e um pastor. Segundo relatos, o comandante chegou a fazer uma fala defendendo uma parceria entre o batalhão e a Universal.
O evento aconteceu na manhã desta terça (27) e os policiais foram convocados na noite anterior, por meio de uma graduação. Mesmo quem estava de folga teve que comparecer. Para o deslocamento da sede do batalhão até o templo da Universal — que fica no Conic, um publicado núcleo mercantil de Brasília — foi disponibilizado transporte.
Em grupos sem a presença do comando, alguns questionaram a urgência do evento:
“Não dava pra fazer um texto e mandar no grupo das escalas?”, perguntou um deles.
“Rolava até de fazer um vídeo”, afirmou outro.
O 6º Batalhão é publicado uma vez que “Batalhão dos Poderes”, por ser responsável pela segurança da região da Esplanada dos Ministérios. A tropa era um dos grupos que estava na Rossio dos Três Poderes no dia 8 de janeiro — quando manifestantes golpistas invadiram e quebraram prédios públicos.