Peritos da Polícia Social da Bahia atestaram que o projétil que atingiu e matou Maria de Fátima Muniz, conhecida porquê Nega Pataxó, na cidade de Potiraguá, no sul do estado, no último domingo (21), partiu da arma de um jovem de 19 anos, rebento de um quinteiro da região. Ele e um policial militar reformado foram presos em flagrante.
De convenção com a Filial Brasil, o diretor-regional da Polícia Social, mandatário Roberto Júnior, afirmou que o laudo de microcomparação balística foi entregue ontem e anexado ao questionário que a corporação instaurou para apurar o caso. Por questão de cultura de atribuições, o documento será guiado à Polícia Federalista (PF), responsável por reprimir e prevenir crimes cometidos contra comunidades indígenas.
“Ao realizarmos a vistoria nas armas de incêndio apreendidas, ficou evidente que as armas tinham sido disparadas. Imediatamente, requisitamos perícias de lugar de transgressão, muito porquê a microcomparação balística do projétil tirado do corpo da vítima, para que fosse confrontada com as duas armas apreendidas”, explicou o mandatário.
Conforme inicialmente perfeito, muro de 200 pessoas, a maioria fazendeiros da região, se mobilizaram posteriormente uma convocação para que ruralistas e comerciantes retomassem, por meio da força, e sem decisão judicial, a posse da Herdade Inhuma, ocupada por indígenas no sábado pretérito (20).
De convenção com a Pronunciação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), ainda era madrugada quando os agressores — membros de um grupo autointitulado Invasão Zero — cercaram a dimensão ocupada, surpreendendo as vítimas.
No ataque, o irmão de Maria de Fátima, o cacique Nailton Muniz Pataxó, também foi atingido por um disparo de arma de incêndio e teve que ser submetido a uma cirurgia no Hospital Cristo Redentor, em Itapetinga (BA).
Outros indígenas foram feridos, incluindo uma mulher, espancada, que teve um dos braços quebrados. Um não indígena foi flechado em um dos braços.
A Polícia Militar deteve dois homens que participaram do ataque contra os indígenas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, os dois suspeitos faziam segmento do grupo Invasão Zero e portavam dois revólveres, carregadores e munições. Os nomes não foram divulgados.