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Tarcísio e Nunes privatizam até a hora da morte em SP

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 15/10/2024 às 14:17 · Atualizado há 1 dia

Nas privatizações — ou concessões por infinitos 30 anos — de São Paulo, a martelada tem sido na cabeça dos moradores da cidade.

A martelada, como na cena famosa do governador Tarcísio de Freitas quebrando tudo no leilão do Rodoanel, tem causado um pesadelo na vida de quem precisa dos serviços essenciais na Pauliceia.

A cartunista Laerte sintetizou, como ninguém, o efeito da fúria privatizante do gestor bolsonarista em uma charge da “Folha” nesta semana. Vale conferir.

No escuro com a Enel, empresa italiana que atua desde 2018 na capital, o habitante de SP sente o efeito da martelada também no metrô.

Um trem da linha 9-Esmeralda pegou fogo nesta terça (11), na estação Granja Julieta. Pânico generalizado. Esse ramal, sob administração privada da Via Mobilidade, é o campeão de transtornos na região metropolitana.

Até na hora da morte, o eco da martelada constrange o morador de São Paulo. O prefeito Ricardo Nunes, candidato à reeleição pelo MDB, seguiu a cartilha privatista do aliado João Dória (PSDB) e passou a empresas os serviços funerários.

Em pouco mais de um ano, em valores do início de 2024, o preço para sepultar uma pessoa em SP ficou 11 vezes mais caro. A opção mais econômica não sai por menos de R$ 3.250. Antes da decisão de Nunes, custava R$ 289,35, segundo reportagem do “Brasil de Fato”.

O prefeito nunca escondeu a sua devoção em entregar tudo que for possível, entre serviços e parques paulistanos, à iniciativa privada.

O candidato Guilherme Boulos (PSOL), adversário de Nunes no segundo turno, prometeu rever o contrato do município. “A concessão dos cemitérios é uma tragédia. Virou um mercado da morte”, definiu.

Seja por iniciativa do prefeito ou do governador paulista, a martelada não tem dado sossego na maior cidade do país. Não perdoa nem os mortos.

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