O Supremo Tribunal Federalista (STF) decidiu revalidar os efeitos de uma decisão do juiz federalista Eduardo Appio. O magistrado apontou “animosidade” e “parcialidade” da magistrada Gabriela Hardt nos processos da operação Lava Jato e um “suposto conluio” com os procuradores da força-tarefa. A informação é da CNN Brasil.
Os diálogos são da Operação Spoofing e foram expostos pela resguardo do empresário Márcio Pinto Magalhães. Ex-representante da empresa Trafigura no Brasil, ele foi recluso durante uma das fases da Lava Jato que investigou o pagamento de propinas a funcionários da Petrobras.
Segundo os advogados de Magalhães, os diálogos apontaram uma “conduta parcial” da juíza Gabriela Hardt com o ex-procurador Deltan Dallagnol e demais integrantes do Ministério Público entre os anos de 2015 e 2018.
A resguardo de Magalhães citou que em umas das gravações, Deltan Dallagnol aparece conversando com os procuradores Isabel Grobba, Jerusa Viecelli e Athayde Ribeiro Costa, e fala sobre marcar uma reunião com a juíza Gabriela Hardt para alinhar novas fases da operação.
Os advogados do empresário, logo, pediram a suspeição dos efeitos. O pedido foi validado pelo juiz Eduardo Appio, que estava adiante da 13ª Vara Federalista de Curitiba.
Uma decisão do Tribunal Regional Federalista da Quarta Região (TRF-4), de setembro de 2023, no entanto, anulou todos os atos de Appio. Segundo a 8ª Turma da Galanteio, o juiz teve conduta “suspeita”. Na era, foram invalidadas todas as sentenças do magistrado.
Em nota, a assessoria do TRF-4 informou que a juíza Gabriela Hardt prefere não se manifestar sobre o caso. Já Ministério Público Federalista também disse que não fará qualquer revelação sobre a decisão.
Também em nota, o ex-procurador Deltan Dallagnol afirmou que “não reconhece a autenticidade das supostas mensagens obtidas criminosamente por hackers, que podem ter sofrido todo tipo de edição, mudança e deturpação e cuja imprestabilidade foi atestada em laudo técnico pela Polícia Federalista”.