As redes sociais do Instituto Conhecimento Liberta (ICL) estão sendo atacadas com uma enxurrada de informações falsas sobre Maria da Penha, a mulher que inspirou a lei que protege as mulheres de homens agressores. Os autores dos comentários tentam tutorar Marco Antônio Heredia, seu ex-marido e responsável de várias agressões e tentativas de homicídio contra ela. Todas as argumentações são baseados em fatos mentirosos.
O ataque acontece porque Maria da Penha terá um encontro com o público no domingo (10), às 20h, em que contará sua história nos canais de YouTube do ICL e Eduardo Moreira, com participação de Marcia Tiburi, Manuela D’ávila e Eliana Alves Cruz e mediação de Eduardo Moreira e Vivian Mesquita.
Para rebater o ataque orquestrado às redes do ICL, Eduardo Moreira gravou um vídeo em que manda o seguinte recado:
“Recadinho para a turminha da extrema-direita, para os mentirosos de plantão que estão fazendo uma vaga de ataque à gente, porque nesse domingo vamos fazer um encontro para descrever toda a história da Maria da Penha. Meu irmão, minha mana, cá ninguém tem terror de vocês, não. E cá quanto mais possante você vier mais possante vai voltar. Sabe porquê é que volta? Com conhecimento, irmão. Com a verdade. E com a coragem que falta para vocês.
Nesse domingo a gente vai lotar o encontro e todo mundo vai ouvir a história verdadeira da Maria da Penha. Não essas histórias que defendem covarde, que defendem frouxo, defendem malfeitor… Aliás, nem malfeitor é, porque não conseguiu chacinar, porque a mulher é muito mais possante que ele. Mas aqueles que gostariam de ser malfeitor de mulher. Cá a gente defende a verdade. É com ela que a gente trabalha. Frouxos”.
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Veja cá a trajetória de Maria da Penha.
A seguir, algumas histórias falsas que contaram sobre ela e as respectivas checagens dos fatos:
Júris concluíram que marido atirou em Maria da Penha, não bandido.
Maria da Penha: entenda o caso que originou lei de proteção a mulheres vítimas de violência.
Maria da Penha ficou paraplégica depois assalto?
É fake que Maria da Penha ficou paraplégica em assalto e não ao ser baleada pelo marido.
A lei Maria da Penha
A história da Maria da Penha Maia Fernandes não é unicamente sobre resistência. É também um capítulo decisivo na luta feminista no Brasil. Sua guerra contra a violência doméstica, depois sobreviver a tentativas brutais de assassínio por segmento de seu ex-marido, inspirou a geração da Lei Maria da Penha.
Confrontada com um sistema judiciário que a princípio pareceu mais um travanca do que um meio de obtenção de justiça, ela encontrou dentro de si a coragem para lutar não unicamente pela sua própria motivo, mas também em nome de suas filhas e todas as outras mulheres que, tragicamente, não sobrevivem à violência.
Em sua jornada, ela encontrou suporte em ativistas, organizações dedicadas aos direitos das mulheres e uma ampla rede de solidariedade internacional. Nascente suporte coletivo se tornou fundamental na luta que levou à geração da Lei nº 11.340/2006, que hoje protege milhares de mulheres.
Sua história não é somente um relato de sobrevivência, mas um símbolo da capacidade de transformar dor em mobilização por justiça.
Além da Lei — o legado de Maria da Penha
A história não se limita à tragédia pessoal que viveu, transformando-se em um símbolo de resistência e mudança na luta contra a violência doméstica no Brasil.
Sua jornada, da vítima à ativista, resultou em avanços significativos na legislação e na conscientização sobre a violência contra mulheres, refletindo seu impacto sempiterno na sociedade brasileira.
Instalação do Instituto Maria da Penha
Em sua missão de promover a conscientização e concordar mulheres vítimas de violência, foi fundado o Instituto Maria da Penha (IMP).
Esta organização não governamental e sem fins lucrativos trabalha incansavelmente para educar a sociedade sobre a violência doméstica e familiar, oferecendo também recursos e suporte às mulheres afetadas.
O IMP se destaca pela resguardo dos direitos das mulheres e pela promoção de políticas públicas efetivas para o enfrentamento à violência de gênero.