Por Guilherme Botacini
(Folhapress) — Estudantes detidos nos protestos pró-Palestina e contra a guerra na Filete de Gaza em universidades dos Estados Unidos se perguntam até que ponto suas detenções pela polícia e punições institucionais vão prejudicar sua vida acadêmica.
Neste término de semana, mais de 200 novos manifestantes foram presos em universidades em vários estados, o que eleva o número totalidade a ao menos 900, segundo conta feita pelo jornal americano The Washington Post.
À Associated Press, a estudante Maryam Alwan afirma que, no dia seguinte a sua detenção no campus da Universidade Columbia, em Novidade York, recebeu um email da instituição comunicando sua suspensão. Ela e dezenas de colegas seriam barrados de entrar no campus e em aulas, presenciais ou virtuais, e impedidas de frequentar os refeitórios da universidade.
Alwan questiona se eventos e marcos importantes da vida acadêmica serão prejudicados pela sua detenção, uma vez que as provas finais, a graduação e mesmo o que aconteceria com ela em termos de ajuda financeira recebida para o pagamento de mensalidades.
A Universidade Columbia diz que audiências disciplinares vão ouvir e sentenciar caso a caso, mas Alwan afirma não ter recebido qualquer indicativo de data sobre a sessão. “Isso parece muito distópico”, diz a estudante à AP.
Em uma faculdade da instituição, mais de 50 alunos foram expulsos da moradia estudantil, de tratado com o jornal do campus Columbia Daily Spectator, que entrevistou pessoas afetadas e obteve documentos internos da universidade.
As repostas de cada instituição têm sido diferentes, até porque os próprios atos de alunos variam de acampamentos pacíficos a confrontos mais abertos contra manifestantes pró-Israel.
Em alguns campi, as autoridades policiais advertem diversas vezes os participantes do ato e realizam detenções ordenadas e cordiais, segundo o Washington Post. Em outros, há confrontos físicos, e policiais empregam táticas usadas para reprimir tumultos e manifestações maiores, uma vez que por ocasião do homicídio de George Floyd.
Neste sábado (27), murado de século manifestantes pró-Palestina foram detidos no campus da Universidade Northeastern, na cidade de Boston. Já na Universidade de Indiana, em Bloomington, 23 manifestantes foram detidos depois montarem barracas no lugar, informou a polícia. Os detidos foram acusados de invasão criminosa e resistência à prisão. No Missouri, o campus da Universidade de Washington em St. Louis foi fechado, e 80 pessoas foram presas — entre elas a candidata à presidência das Estados Unidos pelo Partido Virente, Jill Stein.
Ela postou nas redes sociais o momento exato da detenção. Um policial a segura pelo braço e, em seguida, retira a candidata do lugar da sintoma. No momento da detenção, Jill formava uma traço de resistência com os estudantes. Jill Stein tem 73 anos, é formada em medicina e já disputou outras vezes as eleições presidenciais, em 2012 e 2016. Na última tentativa, obteve mais de 1 milhão de votos. Além dela, o coordenador de campanha e outro assessor também foram presos.
BREAKING: Jill Stein and her Campaign Manager and Deputy Campaign Manager, Jason Call and Kelly Merrill-Cayer, have been arrested at Washington University in St. Louis while supporting a protest against WashU’s ties to the war on Gaza.
Video from @KallieECox pic.twitter.com/rkUYC9b5Qx— Dr. Jill Stein🌻 (@DrJillStein) April 28, 2024
Há ainda a situação de estudantes internacionais participam do movimento. Somado às preocupações acadêmicas da marca de eventual detenção em sua trajetória está o receio de que eventuais prisões impliquem a perda do visto estudantil e, portanto, a permanência no país.
A pressão dos protestos tem recaído principalmente sobre os reitores das instituições, de um lado criticados por reprimir as manifestações e não desaprovar formalmente o pedestal da Morada Branca a Tel Aviv e, de outro, por permitir atos vistos uma vez que antissemitas e agressivos contra estudantes e professores judeus.
O porta-voz de Segurança Vernáculo da Morada Branca, John Kirby, disse à rede ABC News neste domingo que o presidente Joe Biden sabe que há sentimentos muito fortes sobre a guerra em Gaza.
“Ele entende e respeita isso e, uma vez que ele disse muitas vezes, certamente respeitamos o recta de protesto pacífico”, afirmou Kirby. “As pessoas devem ter a capacidade de expressar suas opiniões e compartilhar suas perspectivas publicamente, mas tem que ser de forma pacífica.”
Fortalecidas depois repressão a um acampamento na semana passada na Universidade Columbia, em Novidade York, quando mais de século foram presos, as manifestações de pedestal aos palestinos e contra a guerra travada por Israel contra o Hamas se propagaram por vários campi americanos, de costa a costa.

Manifestantes acampam no campus de Columbia, em Novidade York, em protesto em resguardo da Palestina (Caitlin Ochs/Reuters)
De tratado com o site Axios, murado de 900 pessoas foram detidas em protestos do tipo em ao menos 15 instituições por todo o país.
“O que começou há três dias uma vez que um protesto estudantil foi infiltrado por organizadores profissionais sem relação com a Universidade Northeastern”, denunciou o núcleo de ensino de Boston. Os detidos no campus serão submetidos a “procedimentos disciplinares”, mas “não a medidas jurídicas”, segundo o expedido da universidade.
A polícia do estado de Massachusetts foi chamada pela segurança do campus no sábado de manhã para auxílio em remover manifestantes que se recusavam a deixar o lugar. A ação policial durou murado de duas horas.
Protestos provocam cancelamento de aulas na universidade de Columbia
“Em seguida invocar a polícia do campus, a polícia da cidade e a polícia estadual contra estudantes ativistas pacíficos, a reitoria publicou uma narrativa totalmente falsa e fabricada de que membros de nosso acampamento se envolveram em oração de ódio no início desta manhã”, disse o grupo de estudantes ativistas Huskies por uma Palestina Livre em um expedido depois as prisões, que negou a presença de infiltrados, segundo o jornal The Boston Globe.
O acampamento na Universidade Northeastern não é o único em Boston e regiões próximas da cidade. Há também manifestações semelhantes na Universidade Harvard, no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e na Universidade Tufts.
A reitoria da Universidade Columbia, epicentro do movimento, anunciou que desistiu de recorrer à polícia de Novidade York para esvaziar o acampamento instalado em seu campus, que não deixou de viver depois as prisões da semana passada. As aulas presenciais também foram canceladas.
Nesta sexta, um estudante e líder dos protestos na instituição pediu desculpas depois um vídeo gravado em janeiro que se tornou público mostrar ele afirmando que “sionistas não merecem viver” —a universidade barrou a ingresso dele no campus, mas não deixou simples se o suspendeu ou o expulsou.
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