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Protestos em universidades dos EUA têm mais de 100 presos

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 27/04/2024 às 21:30 · Atualizado há 1 dia

Por Guilherme Botacini

(Folhapress) — Tapume de século manifestantes pró-Palestina foram detidos na manhã deste sábado (27) no campus da Universidade Northeastern, na cidade de Boston, nos Estados Unidos, em mais um incidente de prisões em meio ao aumento de protestos contra a guerra de Israel na Filete de Gaza em dezenas de campi no país.

“Quase século pessoas foram detidas pela polícia. Os estudantes que apresentaram o documento de identificação da Universidade Northeastern foram liberados. Aqueles que se negaram a provar o vínculo foram detidos”, afirmou a instituição na rede social X. O acampamento onde estavam os manifestantes foi esvaziado pela polícia.

A universidade destacou que, durante a noite de sexta-feira (26), os manifestantes proferiram “violentos insultos antissemitas, incluindo gritos de morte aos judeus”. Organizadores negaram e disseram que insultos não foram proferidos e que o grito e “morte aos judeus” foi obra de um infiltrado.

Já na Universidade de Indiana, em Bloomington, 23 manifestantes foram detidos posteriormente montarem barracas no lugar, informou a polícia. Os detidos foram acusados de invasão criminosa e resistência à prisão.

“O Departamento de Polícia da Universidade de Indiana continua a concordar protestos pacíficos no campus que seguem as regras da universidade”, diz o enviado da polícia.

Fortalecidas posteriormente repressão a um acampamento na semana passada na Universidade Columbia, em Novidade York, quando mais de século foram presos, as manifestações de esteio aos palestinos e contra a guerra travada por Israel contra o Hamas se propagaram por vários campi americanos, de costa a costa.

Students walk past a protest encampment on the main campus of Columbia University, organized by a group of students in support of Palestinians, during the ongoing conflict between Israel and the Palestinian Islamist group Hamas, in New York City, U.S., April 27, 2024. REUTERS/Caitlin Ochs

Acampamento de manifestantes no campus principal da universidade de Columbia, em Novidade York, neste sábado (Caitlin Ochs/Reuters)

De concordância com o site Axios, muro de 600 pessoas foram detidas em protestos do tipo em ao menos 15 instituições por todo o país. A pressão tem recaído principalmente sobre os reitores das instituições, de um lado criticados por reprimir os protestos e não improbar formalmente o esteio da Mansão Branca a Tel Aviv e, de outro, por permitir atos vistos uma vez que antissemitas e agressivos contra estudantes e professores judeus.

“O que começou há dois dias uma vez que um protesto estudantil foi infiltrado por organizadores profissionais sem relação com a Universidade Northeastern”, denunciou o meio de ensino de Boston. Os detidos no campus serão submetidos a “procedimentos disciplinares”, mas “não a medidas jurídicas”, segundo o enviado da universidade.

A polícia do estado de Massachusetts foi chamada pela segurança do campus no sábado de manhã para auxílio em remover manifestantes que se recusavam a deixar o lugar. A ação policial durou muro de duas horas.

“Em seguida invocar a polícia do campus, a polícia da cidade e a polícia estadual contra estudantes ativistas pacíficos, a reitoria publicou uma narrativa totalmente falsa e fabricada de que membros de nosso acampamento se envolveram em exposição de ódio no início desta manhã”, disse o grupo de estudantes ativistas Huskies por uma Palestina Livre em um enviado posteriormente as prisões, que negou a presença de infiltrados, segundo o jornal The Boston Globe.

O acampamento na Universidade Northeastern não é o único em Boston e regiões próximas da cidade. Há também manifestações semelhantes na Universidade Harvard, no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e na Universidade Tufts.

A reitoria da Universidade Columbia, epicentro do movimento, anunciou que desistiu de recorrer à polícia de Novidade York para esvaziar o acampamento instalado em seu campus, que não deixou de viver posteriormente as prisões da semana passada. As aulas presenciais também foram canceladas.

Nesta sexta, um estudante e líder dos protestos na instituição pediu desculpas posteriormente um vídeo gravado em janeiro que se tornou público mostrar ele afirmando que “sionistas não merecem viver” —a universidade barrou a ingresso dele no campus, mas não deixou simples se o suspendeu ou o expulsou.

Reitora de Columbia criticada por reprimir protestos

A reitora de Columbia, Minouche Shafik, tem sido ainda mais pressionada desde a repressão da semana passada. Na noite de sexta, um tela de supervisão do campus criticou sua gestão por reprimir o protesto.

Em seguida uma reunião de duas horas, o Senado da instituição aprovou solução afirmando que a gestão minou a liberdade acadêmica e desconsiderou os direitos de privacidade e devido processo dos estudantes e membros do corpo docente ao invocar a polícia para fechar o protesto.

“A decisão levantou sérias preocupações sobre o saudação da gestão pelo governo compartilhado e transparência no processo de tomada de decisão da universidade”, diz o texto.

O Senado, formado principalmente por membros do corpo docente e outros funcionários, além de alguns estudantes, no entanto, não mencionou Shafik em sua solução e evitou uma linguagem mais dura contra a reitora.

A solução estabeleceu um grupo de trabalho que, segundo o texto, monitoraria as “ações corretivas” que o Senado pediu à reitoria para mourejar com os protestos.

Não houve resposta imediata à solução por secção de Shafik, que é integrante do órgão, mas não compareceu à reunião de sexta. O porta-voz de Columbia, Ben Chang, disse que a gestão compartilhava o mesmo objetivo do senado de restaurar a calma no campus e estava comprometida com “um diálogo contínuo”.

 

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