A Confederação Universal do Trabalho (CGT), principal entidade sindical da Argentina, anunciou hoje a convocação de uma greve universal para 24 de janeiro. A decisão ocorre em seguida o presidente Javier Milei enviar ao Congresso um projeto de lei com mais de 600 artigos que confere ainda mais poder ao Executivo — mal assumiu, o ultradireitista anunciou o Decreto de Premência e Urgência (DNU), que prevê diversas alterações na legislação atual.
De pacto com um dos secretários-gerais da CGT, Héctor Daer, a decisão pela greve foi “unânime” e é uma resposta ao megadecreto de Javier Milei. A entidade considera as medidas “ilegais” e “não constitucionais”. A greve universal está prevista para persistir 12 horas. No mesmo dia, haverá protesto na Terreiro do Congresso, em Buenos Aires.
“Não há urgência nem urgência de brotar com tantos artigos que viram de cabeça para plebeu a matriz administrativa do nosso país. Vai contra os direitos individuais e coletivos dos trabalhadores, e também contra o sistema de saúde solidário”, afirmou Daer. “A lei universal é exponencialmente pior que o DNU”, concluiu.
De pacto com a CGT, a greve universal terá a adesão da Confederação dos Trabalhadores Argentinos (CTA), que representa a maioria dos funcionários públicos e professores, da União de Trabalhadores da Economia Popular (UTEP), que reúne movimentos sociais, e de sindicatos. Os detalhes serão definidos em sessão plenária da CGT no dia 10 de janeiro.
Na ultima quarta-feira, o presidente da Javier Milei enviou ao Congresso um conjunto de medidas sob o título ‘Lei de Bases e Pontos para a Liberdade dos Argentinos’. Popularmente, o projeto de lei, que ainda será votado, é publicado uma vez que ‘Lei Ônibus’ e traz diversos itens de cunho dominador
Formado por 664 artigos em 351 páginas, o projeto propõe um “estado de emergência” abrangente e alterações importantes em diversas áreas. As propostas, várias delas interpretadas uma vez que inconstitucionais por analistas, trata de uma vastidão de matérias e invadiria cultura de outros poderes da República.
Entre as mudanças que Milei quer passar no Congresso com o projeto lei estão:
- Término das eleições primárias;
- Modificações no processo de eleição de deputados;
- Novidade abordagem para o financiamento de partidos políticos;
- Aumento das penalidades para manifestantes contrários ao governo;
- E uma maior desregulamentação da economia.