O Plenário do Senado aprovou em dois turnos — o placar foi o mesmo nas duas votações, 53 votos favoráveis e 24 contrários — a PEC da Reforma Tributária. Texto seguirá para novidade rodada de discussões na Câmara dos Deputados, uma vez que versão original foi alterada pelos senadores.
A proposta apresentada pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP) ganhou novos contornos nas mãos do relator no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), que incorporou uma série de mudanças. A núcleo da PEC está na simplificação de tributos e do padrão em funcionamento no país.
O texto prevê a substituição de cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) por três: Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Tributo sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto Seletivo (IS). A proposta também prevê isenção de produtos da cesta básica e uma série de outras medidas.
Com o texto, os três tributos federais (PIS, Cofins e IPI) vão dar origem à Tributo sobre Bens e Serviços (CBS), de cultura federalista. Já o ICMS (estadual) e ISS (municipal) serão unificados, com a geração do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com gestão compartilhada entre estados e municípios.
A seguir as principais propostas aprovadas pelo Senado:
IVA
A CBS (federalista) e o IBS (estadual e municipal), que tributam o consumo, são formas de Imposto sobre Valor Associado (IVA). Ele incide somente sobre o que foi confederado em cada lanço da produção de um muito ou serviço, excluindo valores pagos em etapas anteriores. O IVA já é adotado em mais de 170 países. A teoria é finalizar com a incidência de tributação em “cascata”.
Alíquotas e isenções
Haverá uma alíquota-padrão e outra diferenciada para atender setores beneficiados com isenções porquê instrução e saúde. O texto também prevê isenção de IBS e CBS para uma cesta básica pátrio de produtos a serem definidos em lei complementar. A teoria é que produtos porquê arroz, feijoeiro, entre outros fiquem isentos de tributação.
Cashback
Com o objetivo de reduzir as desigualdades de renda, o texto também prevê a reembolso de segmento do imposto pago pelos consumidores, o chamado “cashback”. A medida vale para famílias de baixa renda e inclui o consumo de gás, de vontade elétrica e outros produtos.
Trava
Para impedir o aumento da trouxa, o texto prevê uma “trava” para a cobrança de impostos sobre o consumo, ou seja, um limite que não poderá ser ultrapassado. Pelo texto apresentado pelo senador, o limite para a trouxa tributária será a média de 2012 a 2021, na proporção com o Resultado Interno Bruto (PIB), representada pelas receitas com PIS/PASEP, COFINS, IPI, ISS e ICMS.
Guerra Fiscal
Com a reforma, a cobrança de impostos deixará de ser feita na origem (sítio de produção) e passará a ser feita no fado (sítio de consumo). A mudança visa dar termo à chamada guerra fiscal – a licença de benefícios tributários por estados com o objetivo de atrair o investimento.
“Imposto do Perversão”
Diferentemente do IBS, o Imposto Seletivo, também sabido porquê “imposto do vício”, funcionará porquê uma espécie de “taxa extra” sobre bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio envolvente. É o caso de cigarros e de bebidas alcoólicas.
Indemnização
O Fundo Vernáculo de Desenvolvimento Regional (FNDR) é um dos instrumentos incluídos na PEC para reduzir discrepâncias entre os estados brasileiros. Os recursos do fundo serão aportados anualmente pelo governo federalista. De R$ 8 bilhões em 2029 os valores devem chegar a R$ 60 bilhões em 2043. Do totalidade, 30% serão distribuídos para os estados por critério populacional e 70% com base em um coeficiente de sua participação no Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Informações da Dependência Senado