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PGR levanta suspeita de corrupção contra Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 03/01/2024 às 15:44 · Atualizado há 4 dias

A Procuradoria-Universal da República (PGR) suspeita que Alexandre Ramagem, ex-diretor da Filial Brasileira de Perceptibilidade (Abin) no governo de Jair Bolsonaro e atualmente deputado federalista pelo PL, tenha se corrompido para evitar a divulgação de informações sobre a utilização irregular do software espião First Mile. O equipamento israelense teria sido usado para monitorar opositores e críticos do ex-presidente. A informação é da Folha de S. Paulo.

De negócio com o jornal, informações sobre a atuação de Ramagem serviram de base para a Polícia Federalista deflagrar a Operação Última Milha, em 20 de outubro. Na ocasião, a PF prendeu os servidores da Abin Eduardo Izycki e Rodrigo Colli. Ramagem, no entanto, não foi cândido da ação da PF.

Eduardo Izycki e Rodrigo Colli foram presos sob a denúncia de coerção ao utilizar o conhecimento sobre o software espião para evitar a deposição em um processo disciplinar interno. Eles foram demitidos no mesmo dia da operação da PF.

Segundo a PGR, “há indícios de prática de concussão e de depravação ativa de Eduardo Izycki e Rodrigo Colli e de depravação passiva pelo ex-diretor-geral da Abin Alexandre Ramagem”.

INVESTIGAÇÃO

A investigação da PF apura irregularidades na Abin desde a compra, em 2018, no governo de Michel Temer, até as tentativas de evitar a apuração interna, resultando no monitoramento indevido de diversas pessoas entre 2019 e 2021. A PF alega que houve “apropriação indevida da Abin por secção dos altos gestores” para fins ilícitos.

Eduardo Izycki e Rodrigo Colli eram investigados internamente na Abin por atuar em uma licitação do Tropa. Na ocasião, a dupla teria utilizado uma empresa em nome de parentes.

De negócio com a PGR, Eduardo Izycki e Rodrigo Colli, “cientes do uso indevido do sistema First Mile para fins alheios à missão institucional da Abin, provocaram o ex-diretor-geral, Alexandre Ramagem, a retardar o julgamento do PAD [Processo Administrativo Disciplinar] 03/2019”.

Segundo a PGR, Ramagem teria convertido o julgamento em diligência, com a nomeação de novidade percentagem processante, e deixado de subordinar as conclusões da primeira percentagem ao ministro do Gabinete de Segurança Institucional, responsável por reputar e sentenciar sobre esses casos. Ou seja, teria retardado o processo.

DEFESAS

A resguardo de Alexandre Ramagem afirmou que “representou na Polícia Federalista” para obter informações sobre as questões abordadas na reportagem da Folha de S. Paulo.

A Abin afirmou que deixou de usar a instrumento em maio de 2021 e colabora com as investigações.

Já a resguardo de Izycki e Colli disse que as investigações tramitam sob sigilo e não comentaria o caso.

 

 

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