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Perguntas mais frequentes sobre a dengue e suas respostas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 21/02/2024 às 21:21 · Atualizado há 6 dias

A dengue é uma doença infecciosa viral que faz secção de um grupo de doenças denominadas arboviroses, que representa um grande problema de saúde pública não somente no Brasil, mas em vários países da América Latina. É transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.

Pessoas de qualquer idade podem se contaminar, porém, as mulheres grávidas, pessoas com mais de 65 anos, indivíduos com doenças crônicas (porquê diabetes e hipertensão) e crianças até dois anos têm risco aumentado de desenvolverem a forma mais grave da doença e até mesmo outras complicações.

Importante ressaltar que o mesmo mosquito da dengue também pode originar outras arboviroses, porquê Chikungunyia e Zika. Por isso, é tão importante o diagnóstico correto e o auxílio médico.

2 – Porquê ocorre a transmissão?

O vírus é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, um mosquito urbano e diurno que se reproduz principalmente em depósitos de chuva limpa e paragem. O vírus possui quatro sorotipos diferentes: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão por via vertical (de mãe para rebento durante a gravidez) e por transfusão de sangue é extremamente rara.

3 – Quais são os sintomas?

Nem sempre a pessoa contaminada com a dengue desenvolverá sintomas – ela pode ser totalmente assintomática ou apresentar um quadro ligeiro.

Se a pessoa apresentar febre subida repentina (entre 39oC e 40 oC) acompanhada de pelo menos dois desses sintomas deve procurar um serviço de saúde para diagnóstico:

Dor de cabeça intensa
Dor detrás dos olhos
Dor nas articulações ou nos músculos
Prostração
Passada a tempo sátira da dengue, o paciente entra na tempo de recuperação. Mas atenção: se posteriormente o declínio da febre (entre o 3º e 7º dias do início da doença), outros sinais continuarem presentes, é preciso buscar novamente o serviço de saúde porque eles podem indicar a evolução para uma forma grave da doença e a piora do quadro:

Dor abdominal intensa e contínua
Náusea e vômitos persistentes
Manchas vermelhas pelo corpo (hemorragias)
Acúmulo de líquido nas cavidades corporais
Sangramento de mucosas
Letargia e irritabilidade

4 – Porquê é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da dengue é basicamente galeno, com base nas manifestações clínicas apresentadas pelo paciente.

Quando o paciente procura um pronto-socorro, ele faz um teste rápido que identifica somente se é positivo ou negativo para a dengue. No entanto, o diagnóstico correto com identificação específica do tipo do vírus é feita somente em laboratórios públicos especializados – são eles que conseguem identificar os principais sorotipos do vírus que estão circulando (porquê o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo).

Ao passar por atendimento, é importante informar ao médico se o paciente foi vacinado ou não contra a dengue.

5 – Qual o tratamento?

Não existe um medicamento específico para o vírus da dengue – o tratamento é fundamentado principalmente na reposição de líquidos e no controle de sintomas. Por isso é recomendado:

Repouso enquanto porfiar a febre
Ingestão de líquidos
Uso de paracetamol ou dipirona em caso de dor ou febre
Interrupção do uso de AAS (ácido acetil salicílico) e de antiinflamatórios não hormonais (porquê diclofenaco, ibuprofeno, etc) a término de minimizar o risco de sangramentos
Retorno ao serviço de saúde em caso de pioras dos sintomas ou quando o médico orientar que o paciente deve retornar para reavaliação
Em universal, porquê a maioria dos casos serão leves, a recuperação completa acontece em torno de 10 dias.

6 – Existe vacina?

Sim. A vacina Qdenga, que protege contra os quatro sorotipos da dengue, foi aprovada pela Anvisa (Sucursal Vernáculo de Vigilância Sanitária) no início de 2023. Em dezembro, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) e o imunizante passará a integrar o Calendário Vernáculo de Vacinação em 2024 – esse imunizante requer a emprego de duas doses.

Com isso, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no distema público de saúde. Esta vacina também está disponível nos Centros de Imunização da rede privada.

O Instituto Butantan também está desenvolvendo uma vacina contra a dengue que até o momento apresenta resultados promissores – os resultados do estudo galeno com 16.235 voluntários apontaram uma eficiência de 79,6% com uma única ração do imunizante, o que é uma vantagem. A expectativa é apresentar os dados para pedido de registro à Sucursal Vernáculo de Vigilância Sanitária (Anvisa) no segundo semestre de 2024.

7 – Existe outra maneira de prevenir?

Sim. Uma das formas de evitar a transmissão é o controle do mosquito vetor da doença —evitando deixar chuva paragem em recipientes, pneus, vasos, calhas. Essa prevenção acontece por meio de ações dos órgãos públicos por meio de campanhas de orientação e visitas dos agentes de saúde às casas em procura de criadouros e por meio das ações pessoais.

É importante entender que adotar medidas de controle ao vetor é importante para reduzir a transmissão do vírus. Quando a epidemia se instala, ela segue seu curso e as ações de controle vetorial mostram pouca ou nenhuma efetividade.

A vacinação é mais uma importante utensílio na procura pelo controle da doença, que continua causando epidemia no Brasil.

8 – Posso ter dengue várias vezes?

Sim. Porquê existem 4 sorotipos diferentes da doença, uma pessoa pode se contaminar até quatro vezes ao longo da vida – cada vez por um dos sorotipos. A recuperação da infeção por um sorotipo proporciona isenção vitalícia somente contra ele.

Ao ser contaminada novamente por qualquer um dos outros sorotipos da dengue, o risco de desenvolver a dengue hemorrágica, que é a forma mais grave da doença, aumenta.

9 – A doença acontece o ano inteiro?

A dengue é uma doença sazonal – costuma suceder nos períodos mais quentes e chuvosos (principalmente entre os meses de outubro e maio). No entanto, aspectos porquê a urbanização, o prolongamento desordenado da população, o saneamento substancial deficitário e os fatores climáticos mantêm as condições favoráveis para a presença do vetor e da doença o ano inteiro.

Manancial: Site do Hospital Albert Einstein
Revisão Técnica: Emy Akiyama Gouveia, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, e Alexandre R. Marra, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).

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