O tenente-coronel Mauro Cid confirmou, em prova ao Supremo Tribunal Federalista (STF), todo teor da delação premiada acordada com a Polícia Federalista (PF). O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) também disse que não foi pressionado por autoridades no processo da delação.
Mauro Cid prestou prova nesta sexta-feira (22) depois áudios gravados pelo próprio militar virem a público em reportagem da revista Veja. Nas gravações, o militar afirma que, durante audiências da delação premiada, a PF queria que ele desse uma determinada versão dos fatos.
Durante a oitiva no STF, Mauro Cid foi questionado sobre os áudios. Segundo o G1, ele reconheceu as próprias falas e alegou que era “a conversa privada, informal, privada, privado, sem intuito de ser exposta entrevista de grande circulação”
O ex-ajudante de ordens afirmou ainda que “não lembra para quem falou essas frases de desabafo, num momento ruim” e que “ainda não conseguiu identificar quem foi essa pessoa”.

Mauro Cid negou pressão da PF no conformidade de delação (Antônio Cruz/Escritório Brasil)
Mauro Cid: novidade prisão
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi novamente recluso nesta sexta-feira (22), depois prestar prova no Supremo Tribunal federalista, ao juiz facilitar do ministro Alexandre de Moraes.
O militar foi dar explicações depois que a revista Veja publicou áudios em que ele diz ter sido pressionado pela Polícia Federalista durante depoimentos, e também faz críticas a Moraes.
Procura e inquietação
Mauro Cid foi cândido de mais um mandado de procura e inquietação da PF. Agentes da corporação estiveram na lar do militar logo depois ele prestar prova no Supremo Tribunal Federalista (STF) e ser novamente recluso.
Foram apreendidos um computador e os celulares do tenente-coronel e da esposa do militar, Gabriela Cid, além de documentos.
Motivos da prisão
De conformidade com a jornalista Juliana Dal Piva, a avaliação do Supremo Tribunal Federalista e da Polícia Federalista foi de que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, descumpriu as medidas cautelares que autorizavam ele a permanecer em liberdade ao enviar áudios a terceiros nos quais rompeu o sigilo da colaboração premiada e também pelo vestimenta de faltar com a verdade ao insinuar que foi imposto.