Nelson Teich, que foi ministro da Saúde durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), comentou no X (idoso Twitter) o estudo de pesquisadores franceses atribuindo 17 milénio mortes em seis países ao uso de hidroxicloroquina para tratar a Covid. A pesquisa, publicada na revista Biomedicine & Pharmacotherapy (Biomedicina e Farmacoterapia), fez um levantamento com dados de Bélgica, Espanha, França, Itália, Turquia e Estados Unidos. Segundo Teich, a decisão de ser contra o uso da cloroquina foi acertada.
“O uso de medicamentos sem comprovação de eficiência e que apresentam risco de morte por efeitos colaterais é um problema, muitas vezes difícil de ser mensurado. Essa projeção de mortes com a hidroxicloroquina foi somente para pacientes hospitalizados, em poucos países e em limitado espaço de tempo”, afirmou o ex-ministro.
Em outro trecho, ele disse que “felizmente” o tempo mostrou a “decisão de se posicionar contra a liberação e recomendação da cloroquina foi correta”. Antes, Teich equiparou o uso da hidroxicloroquina com a cloroquina, assumindo que nenhum dos dois remédios alardeados por Bolsonaro tinham comprovação científica para o tratamento da Covid.
Pesquisa
No Brasil, o uso da hidroxicloroquina porquê tratamento para Covid foi promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que para isso contou com a ajuda de outros políticos e até profissionais da saúde. Mais de 700 milénio brasileiros morreram durante a pandemia.
A reportagem da Filial EFE registra que o objetivo dos investigadores foi calcular as mortes atribuídas ao medicamento em países onde se fez uso em pacientes hospitalizados, durante os três primeiros meses da pandemia. As estimativas estão baseadas em dados disponíveis nos seis países citados mais supra.
Também foi levado em conta o número de pacientes hospitalizados com Covid na chamada primeira vaga, doentes em quem o remédio foi governado, pessoas que a morte foi atribuída à hidroxicloroquina, entre outros aspectos.