Por Brasil de Vestimenta
O Ministério Público Federalista no Rio de Janeiro (MPF-RJ) abriu um questionário social para investigar casos de discriminação e racismo religioso envolvendo motoristas de Uber e a aparente falta de medidas reparatórias a vítimas de episódios de preconceito e de prevenção por segmento da empresa.
A medida foi tomada pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jaime Mitropoulos, depois uma das vítimas de um incidente de discriminação ocorrido em um veículo da plataforma negar que tenha recebido escora psicológico da empresa, contradizendo a versão que a própria Uber apresentou ao MPF.
“Em que pese a existência de políticas antidiscriminatórias na empresa, verificou-se, em diligências iniciais, que as medidas tomadas pela Uber podem ter sido insuficientes para prevenir novas violações e reparar possíveis danos causados, inclusive danos de natureza difusa”, afirma o procurador na decisão que abriu o questionário, em 13 de dezembro do ano pretérito.
Com a decisão, o MPF abre formalmente uma investigação sobre a resposta da Uber a um incidente ocorrido em abril do ano pretérito e amplamente divulgado na prelo. Na ocasião, a empresária Tais Penedo estava com as duas filhas menores de idade e a sogra, todas utilizando vestimentas típicas do candomblé, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Ao pedir um sege da Uber para ir a uma solenidade religiosa, o motorista do aplicativo rejeitou a corrida ao se deparar com as vítimas. O incidente chegou a ser gravado por câmeras de segurança no sítio onde elas estavam. Taís Penedo registrou um boletim de ocorrência e a Polícia Social do Rio investigou o motorista envolvido no incidente
Agora, porém, o Ministério Público Federalista vai investigar diretamente a conduta da empresa depois a ocorrência.
Uber diz que ofereceu escora, mas família nega ter recebido
Até portanto, o Ministério Público Federalista vinha acompanhando o caso por meio de um procedimento preparatório, um tipo de investigação preparatório. Neste procedimento, o procurador pediu informações para a Uber, a Polícia Social e a própria Tais.
Na ocasião, a empresa informou ao MPF que havia excluído o motorista envolvido da plataforma e que possui regras e políticas claras contra posturas discriminatórias. No documento guiado ao Ministério Público a empresa chega a elencar dois podcasts produzidos por ela para motoristas parceiros com orientações sobre “porquê prestar um atendimento livre de discriminações”.
A empresa também informou que, depois a exclusão do motorista “foi informado ao usuário o repúdio da Uber diante do incidente relatado, oferecida a possibilidade de suporte psicológico pela vítima, na forma esclarecida supra (a empresa tem uma parceria com o MeToo, que prevê até quatro sessões de terapia com um psicólogo da entidade, segundo a empresa), além de reforçada a relevância de combater e denunciar casos dessa natureza às autoridades”, diz o documento guiado em maio ao MPF.
Em agosto daquele ano, porém, a resguardo de Taís Penedo encaminhou uma resposta ao MPF com uma versão dissemelhante. Segundo ela, a empresa nunca prestou suporte psicológico e o único contato teria se oferecido por meio do Instagram. Nos prints da conversa encaminhados pela empresária, a empresa teria somente solicitado a Tais informações do usuário que pediu a viagem e a placa do motorista. Ao constatar que a corrida foi pedida pela sogra de Taís, de 72 anos, a empresa solicitou que a senhora entrasse em contato no meio de ajuda.
Reprodução/ Ao MPF, vitima de preconceito contradiz versão da Uber
“Na verdade, uma vez de posse da informação de contato da sra. Vera Lúcia, era a Uber que deveria ter entrado em contato para dar suporte e não o contrário, condicionando uma pessoa idosa de 72 anos de idade, não familiarizada com os meios tecnológicos, que os procurassem, em privativo em situações complexas”, diz a sintoma da resguardo de Taís ao MPF.

Reprodução/Ao MPF, vítima de preconceito contradiz versão da Uber

Reprodução/Ao MPF, vítima de preconceito contradiz versão da Uber
Ao comentar sobre a certeza de que teria sido oferecido escora psicológico por segmento da Uber, a resguardo de Taís informou que “não houve nenhum outro contato por segmento da Uber que não as mensagens supra, além de que nenhum suporte foi oferecido à família por segmento da empresa”.
Ainda segundo a empresária, suas duas filhas menores de idade sofreram episódios de repudiação de outras crianças no escola onde estudam e uma delas chegou a permanecer um tempo sem querer marchar em carros de aplicativos. As duas filhas ainda chegaram a fazer terapia por meses para mourejar com o incidente.

Reprodução/ Ao MPF, vitima de preconceito contradiz versão da Uber
Procurada, a assessoria da Uber repetiu a versão apresentada ao MPF de que “possui um meio de suporte psicológico, em parceria com o MeToo, que foi disponibilizado à usuária que solicitou a viagem depois o incidente ter sido relatado”.
“A empresa ainda não foi comunicada oficialmente sobre a brecha do questionário. De toda forma, a empresa já prestou esclarecimentos ao Ministério Público Federalista do Rio de Janeiro, por meio de ofício, e segue à disposição do órgão para prestar eventuais novos esclarecimentos que se façam necessários”, segue a companhia em nota.
O jurisconsulto de Taís, Vanderlei Guedes da Rocha confirmou que a empresa não voltou a contatar a família para oferecer escora psicológico até hoje e disse que, em saudação ao atual estágio da situação na Justiça, não iria comentar o caso.
Confira inferior a íntegra da nota da Uber sobre o caso:
“A Uber preza pelo saudação à heterogeneidade e não tolera qualquer forma de discriminação. Em casos dessa natureza, a empresa sempre encoraja a denúncia tanto pelo próprio aplicativo quanto às autoridades competentes e se coloca à disposição para colaborar com as investigações, na forma da lei.
Sobre o caso em questão, porquê informado à idade, a conta do motorista foi desativada depois a denúncia. Ou por outra, a Uber possui um meio de suporte psicológico, em parceria com o MeToo, que foi disponibilizado à usuária que solicitou a viagem depois o incidente ter sido relatado.
A empresa ainda não foi comunicada oficialmente sobre a brecha do questionário. De toda forma, a empresa já prestou esclarecimentos ao Ministério Público Federalista do Rio de Janeiro, por meio de ofício, e segue à disposição do órgão para prestar eventuais novos esclarecimentos que se façam necessários.
A Uber procura oferecer opções de mobilidade eficientes e acessíveis a todos. A empresa reafirma o seu compromisso de promover o saudação, paridade e inclusão para todas as pessoas que utilizam o app.
Sabemos que o preconceito, infelizmente, permeia a nossa sociedade e que cabe a todos nós combatê-lo. Uma vez que segmento desses esforços, a Uber lançou, por exemplo, o podcast Fala Parceiro de Saudação, em parceria com a Promundo, com conteúdos educativos sobre racismo. Ou por outra, em parceria com as advogadas da deFEMde, a empresa revisou o processo de atendimento na plataforma, a término de facilitar as denúncias de racismo e apoiar melhor o relato da vítima. Em 2021, a Uber também lançou uma campanha que convida usuários e motoristas parceiros para serem aliados no combate ao racismo. A iniciativa tem o objetivo de promover um teor educativo dentro do próprio aplicativo e é segmento de um compromisso global assumido pela empresa em 2020 com o objetivo de combater o racismo e gerar produtos igualitários por meio da tecnologia.”