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Morte de jovem vítima de fake news amplia defesa de regulação das redes sociais

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 25/12/2023 às 08:26 · Atualizado há 5 dias

Por Nara Lacerda – Brasil de Roupa

A morte da jovem Jéssica Vitória Canedo, de 22 anos, posteriormente a publicação de informações falsas sobre ela nas redes sociais, levou membros do governo a reagir ao ocorrido e impulsionou a resguardo da aprovação do Projeto de Lei  Projeto de Lei (PL) 2630/2020, que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet.

No início da semana passada, perfis de fofoca publicaram imagens de um suposta conversa que a vítima teria tido com o comediante e influenciador Whindersson Nunes. Desde logo, ela passou a receber ameaças e mensagens ofensivas

O própria artista e a jovem desmentiram qualquer tipo de relacionamento e disseram não se saber. Whindersson chegou a alertar o público de que as imagens divulgadas eram falsas. Tanto a vítima quanto a família fizeram apelos para que os perfis que publicaram a patranha retirassem as informações do ar, mas zero foi feito.

Um dos administradores da página Choquei, uma das maiores do Brasil no segmento de notícias de celebridades, chegou a fazer um observação debochando de um texto em que a mulher informava que sofria de depressão e pedia a exclusão das fake news. “Avisa para ela que a redação do Enem já passou”, publicou Raphael Souza em tom de zombaria.

Em nota, o perfil lamentou o ocorrido e disse, por meio de sua assessoria jurídica, não ter havido “qualquer irregularidade na divulgação das informações”.

“MPERATIVO CIVILOIZATÓRIO”

Na sexta-feira (22), familiares e amigas da vítima confirmaram que ela havia tirado a própria vida, posteriormente a vaga de ataques que recebeu. A repercussão do caso levou o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio de Almeida, a qualificar a regulação das redes uma vez que um “imperativo civilizatório.”

Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que tragédias desse tipo demandam ações políticas de combate à propagação de patranha e à desinformação. “A irresponsabilidade das empresas que regem as redes sociais diante de conteúdos que outros irresponsáveis e mesmo criminosos (alguns envolvidos na politica institucional) nela propagam tem destruído famílias e inapto uma vida social minimamente saudável.”

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves também se pronunciou. “É inadmissível que o teor mentiroso, que fez crescer uma campanha de maledicência contra a jovem, não tenha sido retirado do ar nem pelo proprietário da página nem pela plataforma X ao longo de quase uma semana.”

Resguardo ao PLdas fake news

Na semana passada, membros do governo e aliados iniciaram um movimento sinalizando que o chamado PL das Fake News será prioridade em 2024.  A votação do texto foi adiada diversas vezes desde o início do ano por pressão de parlamentares bolsonaristas.

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT), lembrou das consequências que as fake news trouxeram para os últimos procesA deputada Jandira Feghali (PT) também se pronunciou favoravelmente à aprovação urgente da legislação e prestou solidariedade à família da jovem. Ela alertou para os esforços das empresas de tecnologia e da base bolsonarista contra o texto.sos eleitorais no Brasil. “Se formos para um processo eleitoral sem regulamentar isso, acontecerá a mesma coisa que nas eleições passadas. Nós temos que unificar a Moradia para votar.”

Para o relator do texto, deputado Orlando Silva, a propagação de fake news é uma cultura “irresponsável e repugnante”, e o Congresso Pátrio precisa dar uma resposta lícito à sociedade.

“As plataformas não são neutras, os algoritmos premiam o extremo, o grotesco, a destrutivo, o anormal, o caótico. E isso é pago! Há gente lucrando com a degeneração da sociedade”, escreveu o parlamentar.

 

 

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