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Milei e a Argentina: as 10 medidas econômicas anunciadas pelo governo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 13/12/2023 às 07:07 · Atualizado há 19 horas

Foram anunciadas pelo novo ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, dez medidas que, em tese, têm o objetivo de vedar a crise no país. O presidente Javier Milei (La Libertad Avanza) já havia sinalizado que os meses seguintes seriam duros, indicando inclusive que o peso do ajuste das contas iria recair principalmente sobre o Estado, e não sobre organizações privadas.

“Estamos diante da pior legado da nossa história. Um país onde nós, argentinos, somos cada vez mais pobres”, afirmou Caputo em enviado gravado à país.

“Se seguimos porquê estamos, vamos inevitavelmente no caminho da hiperinflação. Podemos chegar a níveis de 15.000% anuais. Para que se entenda esse número, falamos de um leitei que passe de 400 para 60.000 pesos. Nossa missão é evitar essa catástrofe”, disse o ministro.

Veja inferior as 10 medidas do governo Milei: 

  1. Desvalorização da moeda
  2. Suspensão das obras públicas
  3. Redução dos subsídios de vigor e transporte
  4. Redução do funcionalismo público
  5. Suspensão da propaganda solene
  6. Redução no número de ministérios e secretarias
  7. Redução de transferência às províncias argentinas
  8. Termo dos impostos para exportação
  9. Termo do sistema Sira
  10. Fortalecimento da ajuda social

Confira resumo de cada uma das medidas:

  • Desvalorização da moeda

Na terça-feira (12), o peso prateado perdeu 50% do seu valor diante do dólar, passando a valer 800 pesos frente à moeda americana. A medida, entretanto, não significa uma liberação do câmbio por secção do governo. “Assim, beneficiamos os exportadores com um melhor preço e equiparamos o peso fiscal para todos os setores”, afirmou Caputo.

  • Suspensão das obras públicas

Foram canceladas novas licitações de obras públicas e, inclusive, barradas as licitações já aprovadas no caso de obras que ainda não começaram. “A verdade é que não há moeda para remunerar obra pública. Uma vez que todos os argentinos sabemos, muitas vezes (o moeda) acaba nos bolsos dos políticos ou empresários da vez”, afirmou o ministro.

  • Redução dos subsídios de vigor e transporte

Caputo adiantou que se fará um drástico golpe nos subsídios de vigor e de transporte. O ministro disse que o Estado sustenta artificialmente os preços baixos das tarifas desses serviços com subsídios. Segundo ele, os subsídios são pagos com a inflação, e o que se ganha na passagem é perdido no supermercado. “Os mais pobres acabam financiando os ricos”, afirmou.

  • Redução do funcionalismo público

Uma das promessas de campanha de Milei era livrar milhares de empregados que, segundo o extremista, recebem, mas não trabalham. Por enquanto, as demissões vão afetar só os que têm menos de 1 ano de contrato.

  • Suspensão da propaganda solene

Não vai ter publicidade solene do governo por um ano, na prensa.

  • Redução no número de ministérios e secretarias

A novidade estrutura do Estado prateado passou de 18 para 9 ministérios. As secretarias foram de 106 para 54.

  • Redução de transferência às províncias argentinas

Também anunciado por Caputo, as transferências do Estado Vernáculo às províncias argentinas serão “reduzidas ao mínimo”.

  • Termo dos impostos para exportação

O ministro anunciou que terminado período de emergência, vai varar todos os impostos de exportação.

Pelo sistema Sira prateado, o Estado definia que importadores teriam chegada ou não a dólares para fazer pagamentos no exterior. O governo Milei pretende trocar esse sistema por outro que seja estatístico e de informação que não vai requerer a aprovação prévia de licenças. A teoria, dizem, é prometer a transparência do processo e concluir com a discricionariedade.

  • Fortalecimento da ajuda social

Caputo alertou que as novas medidas vão acarretar muitos meses duros, principalmente para os mais pobres. Para diminuir esse impacto negativo, o Estado pretende aumentar os valores que são distribuídos a programas sociais.

Com informações do El País

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