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Manutenção de prisão de Brazão enfraquece Lira na Câmara

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 11/04/2024 às 05:59 · Atualizado há 1 dia

Por Matheus Teixeira e Victoria Azevedo

(Folhapress) — A decisão do plenário da Câmara de manter a prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) enfraquece Arthur Lira (PP-AL), fortalece o STF (Supremo Tribunal Federalista) e embaralha ainda mais a disputa pela sucessão do comando da Mansão, marcada para o início de 2025.

Alguns dos principais aliados de Lira encabeçaram as articulações pela derrubada da detenção sob o argumento de que a decisão do Supremo de prender o denunciado de mandar matar a vereadora Marielle Franco viola prerrogativas de parlamentares e abre um precedente perigoso.

Os críticos da ordem de prisão dada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e referendada pela 1ª Turma da incisão afirmavam que a decisão desrespeita a Constituição, que permite a prisão de parlamentar no tirocínio do procuração exclusivamente em flagrante e por delito inafiançável.

Elmar Nascimento, um dos aliados de Lira, declarou publicamente que votaria pela soltura de Brazão (Reuters)

Elmar Promanação, um dos aliados de Lira, declarou publicamente que votaria pela soltura de Brazão (Reuters)

O líder da União Brasil, Elmar Promanação, foi o principal articulador nesse sentido a término de impor uma itinerário ao STF e declarou publicamente que votaria contra a prisão, na terça (9).

Outros nomes próximos ao recluso, porquê o presidente do Avante, Luís Tibé, não participaram da votação desta quarta-feira (10) para tentar evitar que tivessem os 257 votos necessários para revogar a detenção.

À certa profundeza do dia, diante da pressão de deputados para derrubar a prisão, até o governo temeu ser derrotado e ver Brazão libertado. Integrantes da base governista previam uma margem apertada de no sumo 10 votos de folga para manter a detenção.

Ao final, no entanto, foram 277 votos para manter a decisão de Moraes, 20 a mais que o necessário. O resultado foi interpretado porquê um sinal de que Lira e seus principais aliados não têm a mesma força de tempos detrás.

“Houve um movimento para esvaziar a votação, mas ele não funcionou. Apesar de todas as movimentações feitas pela extrema direita e por segmento do centrão, a democracia e a decisão do STF prevaleceu, porque ela está ancorada na validade”, afirmou a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), líder da legenda na Mansão.

Ao mesmo tempo, o resultado foi um vestígio de que, apesar das críticas ao STF, a disposição de impor derrotas à incisão segue poderoso na bancada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas não tem a mesma sonância no centrão, que costuma ser o leal da balança das votações na Câmara.

Apesar disso, parlamentares ponderam que a comoção social envolvida no homicídio da vereadora também pesou e que os deputados não votaram exclusivamente com a teoria de dar ou não um recado ao Supremo e também sopesaram o desgaste que seria libertar Brazão.

Placar indica que sucessão de Lira está oportunidade

A aposta de deputados é que o placar indicou que a disputa pela sucessão de Lira está mais oportunidade do que nunca. Elmar, tido porquê predilecto do presidente da Mansão para substituí-lo no incumbência, por exemplo, saiu enfraquecido, na avaliação de parlamentares. Essa postura também gerou atritos com o governo — que anunciou que orientaria em prol da manutenção da prisão.

Na terça, Promanação disse a interlocutores que era preciso ter “coragem” para tutelar os deputados e que se ele não tivesse condições de tutelar a regalia dos parlamentares, ele não teria condições de ser um dia eleito presidente da Mansão.

Ele também afirmou que não tinha receio de que a postura contrária à manutenção da prisão pudesse trazer desgaste à sua candidatura. A interlocutores, lembrou que o próprio Lira foi um dos poucos parlamentares que votou contra a cassação do ex-presidente da Mansão Eduardo Cunha e, mesmo assim, foi reeleito na presidência com votação histórica.

O deputado Antônio Brito (PSD-BA), que também é candidato à presidência, por sua vez, viu seu partido trespassar vitorioso ao votar em peso pela prisão, assim porquê o MDB, que tem o deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL) porquê postulante à sucessão de Lira. Marcos Pereira (Republicanos-SP), outro nome cotado na disputa, não votou.

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