Publicidade
Capa / #VoceViu

"manter a memória" para golpe não se repetir

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 31/03/2024 às 14:09 · Atualizado há 2 dias

Em sua conta no X/Twitter, a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento e ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, escreveu sobre a relevância de se “manter a memória e a verdade histórica” sobre o golpe e a ditadura militar no Brasil.

Segundo Dilma, isso é crucial para que a “tragédia” do regime militar não se repita.

Dilma Rousseff foi presa pelos militares quando tinha 19 anos de idade e só só saiu aos 22. Sob custódia do Estado brasiliano, a ex-presidente foi submetida à tortura em pau arara, à palmatória, a choques elétricos e a socos. Ela falou sobre o que sofreu na ditadura em testemunho ao Senado Federalista no dia 7 de maio de 2008:

“Qualquer conferência entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira. Eu tinha 19 anos, fiquei três anos na cárcere e fui barbaramente torturada. Qualquer pessoa que ousar expressar a verdade para interrogadores compromete a vida de seus iguais. Entrega pessoas para serem mortas. Eu me orgulho muito de ter mentido”.

 

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=FupRtchCB1A[/embed]

Leia na íntegra as postagem de Dilma:

“Manter a memória e a verdade histórica sobre o golpe militar que ocorreu no Brasil há 60 anos, em 31 de março de 1964, é crucial para confirmar que essa tragédia não se repita, uma vez que quase ocorreu recentemente, em 8 de janeiro de 2023.

Uma vez que tentaram agora, naquela quadra, infelizmente, conseguiram. Forças reacionárias e conservadoras se uniram, rasgaram a Constituição, traíram a democracia, e eliminaram as conquistas culturais, sociais e econômicas da sociedade brasileira. O presidente João Goulart, legitimamente eleito, foi derrubado e morreu no exílio.

Dilma Rousseff no DOPS em 1970: ex-presidente passou três anos presa

Dilma Rousseff no DOPS em 1970: ex-presidente passou três anos presa, dos 19 aos 22 anos

No pretérito, uma vez que agora, a História não apaga os sinais de traição à democracia e nem limpa da consciência vernáculo os atos de perversidade daqueles que exilaram e mancharam de sangue, tortura e morte a vida brasileira durante 21 anos.

Tampouco resgata aqueles que apoiaram o ataque às instituições, à democracia e aos ideais de uma sociedade mais justa e menos desigual. Ditadura nunca mais!”

Assim uma vez que Dilma, Dirceu pede “explicação sobre mortos e desaparecidos”

Marcha do Silêncio de 2023: José Dirceu estará presente este ano

Marcha do Silêncio de 2023: ex-presidente do PT, José Dirceu estará presente leste ano (Foto: Ruy Conde – Ascom/MDHC)

José Dirceu, líder histórico do Partido dos Trabalhadores e importante quadro político da esquerda desde a quadra da ditadura militar, também se pronunciou. Ele convocou quem estiver em São Paulo para a Marcha do Silêncio, a partir das 16h de hoje (sábado, 31 de março):

“Meus amigos, minhas amigas, um amplexo fraterno de luta e combate. Quero convidá-los para amanhã, 31 de março, às 16h, na Rua Tutóia, onde funcionou o famigerado DOI-Codi, para a Marcha do Silêncio. Vamos até o Monumento dos Mortos e Desaparecidos, em frente à Reunião Legislativa de São Paulo. Recordar para que não aconteça mais — e aconteceu no dia 8 de janeiro. Vamos pedir justiça. Queremos explicação sobre os mortos e desaparecidos. Queremos justiça para aqueles que lutaram contra a ditadura e pela democracia”.

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade