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"Maior desastre da história" do estado

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 01/05/2024 às 21:30 · Atualizado há 12 horas

 Por Alex Rodrigues 

(Sucursal Brasil) — O governador do Rio Grande do Sul (RS), Eduardo Leite, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a ruína das chuvas que atingem o estado já prenunciam o “maior sinistro da história” gaúcha em termos de prejuízo material. Segundo Leite, a situação é “pior” do que a registrada no ano pretérito, quando as inundações causaram mais de 50 mortes e grandes danos materiais.

“Infelizmente, levante será o maior sinistro que nosso estado já enfrentou. Infelizmente, será maior do que o que assistimos no ano pretérito”, declarou o governador durante a coletiva de prelo concedida no início da noite, em Porto Feliz.

Segundo balanço da Resguardo Social estadual, os temporais já causaram dez mortes e deixaram ao menos 21 pessoas desaparecidas, além de 11 feridas.

Murado de 19,1 milénio pessoas foram afetadas em todo o estado. Destas, 3.416 tiveram que deixar suas casas e buscar abrigo na morada de parentes, amigos ou em hospedagens. Outras 1.072 que não tinham para onde ir estão alojadas em abrigos públicos.

Até o momento, 114 prefeituras já reportaram ao governo estadual que foram de alguma forma afetadas por alagamentos, transbordamento de rios, deslizamentos ou outras consequências da situação.

“Estamos vivendo um momento muito crítico no estado”, disse Leite antes de empregar termos uma vez que “guerra” e “caos” para qualificar a situação.

De pacto com o governador, deslizamentos de terras estão ocorrendo em boa secção do estado e barragens estão sendo monitoradas, embora, até o momento, não haja nenhuma evidência de risco de rompimento destas estruturas.

Áreas de risco

“Estamos tendo muita dificuldade de atuação nos resgates. Por isso, precisamos que a população se coloque o supremo verosímil em condições de segurança. As pessoas às vezes acham que a chuva não vai chegar nas suas casas, mas estamos alertando que [principalmente] onde ela já chegou no pretérito, deve voltar a chegar desta vez”, enfatizou Leite ao pedir que as pessoas deixem as áreas de risco e estejam atentas à possibilidade de deslizamentos e de transbordamento de rios.

Tragédia no RS deixou 10 mortos e 21 desaparecidos até o momento (Diego Vara/Reuters)

Tragédia no RS deixou 10 mortos e 21 desaparecidos até o momento (Diego Vara/Reuters)

Durante a coletiva, o governador apresentou uma relação preparatório das cidades que, até esta tarde, corriam risco de serem afetadas por enchentes: Agudo, Alegrete, Arroio do Meio., Bom Princípio, Bom Retiro do Sul, Catarata do Sul, Campo Bom, Candelária, Canudos do Vale, Cerro Branco, Colinas, Cruzeiro do Sul, Seduzido, Estrela, Faxinal do Soturno, Feliz, Forquetinha, General Câmara, Simetria, Igrejinha, Ivorá, Jaguari, Lajeado, Marques de Souza, Montenegro, Muçum, Novidade Palma, Novo Cabrais, Novo Hamburgo, Paraíso do Sul.

“Pedimos às pessoas [que vivem em áreas de risco ou que identifiquem algum risco] se protejam deixando suas residências e indo para locais seguros, não expostos ao risco [de cheia] dos rios, e tomando desvelo com encostas que, por conta do encharcamento [do solo], tendem a tolerar deslizamentos”, alertou o governador.

Leite relatou a conversa de hoje com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que deve visitar o estado nesta quinta-feira (2).

“Mais do que o suporte do governo federalista e das Forças Armadas, pedi a efetiva participação e a liderança daqueles que têm treinamento para uma situação de caos e de guerra uma vez que a que estamos enfrentando no estado. [Estes] são problemas que exigem peculiar capacitação, treinamento e equipamentos para fazer os salvamentos. Por isso, tenho apelado ao governo federalista para termos não só o suporte – que está sim sendo oferecido – mas também a liderança e coordenação efetiva deste processo, pois eu não tenho prosápia sobre as Forças Armadas para dar a fala e organização necessárias”, mencionou Leite.

Segundo o Ministério da Resguardo, 335 militares da Aviação, Tropa e Marinha estão mobilizados para estribar a população gaúcha. Doze embarcações, cinco helicópteros e 43 viaturas, além de equipamentos para transporte de material e pessoal estão sendo empregados. Unidades da federação, uma vez que São Paulo e Santa Catarina, também ofereceram ajuda ao governo do Rio Grande do Sul.

Nas redes sociais, Lula divulgou a conversa com o governador, quando citou a ida ao estado e que oito helicópteros das Forças Armadas estão prontos para estribar ações de resgate de famílias ilhadas, porém não conseguem decolar em razão do tempo no estado.

Em setembro do ano pretérito, uma comitiva do governo federalista incluindo a primeira-dama, Janja da Silva, e quatro ministros de estado, também viajou ao Rio Grande do Sul em seguida a passagem de um furacão que matou 50 pessoas.

Leite quer solução para Concurso Unificado no RS

Leite antecipou que pedirá ao governo federalista alguma solução para evitar prejuízos aos gaúchos inscritos no Concurso Público Vernáculo Unificado, que será realizado no próximo domingo (5).

“Vamos recomendar ao governo federalista que, de alguma forma, seja contornada esta situação. O concurso ficou completamente inviabilizado nestes próximos dias para a população gaúcha. Vamos solicitar que seja encaminhada qualquer tipo de solução para o Concurso Vernáculo Unificado, mas não tenho condições de estimar qual, neste momento. O que tenho é a crédito de que haverá de ser oferecido qualquer tipo de solução para o governo federalista para não punir a população gaúcha que vai ter restrições neste momento”.

O ministério, organizado do torneio, informou nesta quarta-feira (1º) que está monitorando a situação no Rio Grande do Sul para a emprego das provas e “qualquer modificação logística necessária nas cidades atingidas por chuvas será anunciada”.

 

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