O Instituto Vernáculo de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta sexta-feira (10) alertas de “transe” e de “risco potencial” para Porto Prazenteiro e quase todo o estado do Rio Grande do Sul, respectivamente.
A previsão para o termo de semana é de temporais e novas inundações. Os rios Gravataí e dos Sinos, na região metropolitana de Porto Prazenteiro, podem transbordar.
O alerta de “transe” inclui, além de fortes chuvas, ventos intensos — entre 60 km/h e 100 km/h — e possibilidade de queda de saraiva.
Em praticamente todas as cidades do Rio Grande do Sul podem ocorrer namoro de pujança elétrica, queda de galhos e árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
Segundo o Metsul Meteorologia, os rios Gravataí e dos Sinos tendem a voltar a subir devido às chuvas durante todo o termo de semana. As precipitações serão de poderoso com trovoadas a torrencial.
Os maiores acumulados previstos, de 100 mm a 200 mm, se concentram entre a Grande Porto Prazenteiro, o Litoral Setentrião e o Sul da Serra.
Guaíba
Segundo a previsão do Inmet, há possibilidade de elevação do nível do Guaíba em até 20 centímetros. Apesar da gradual baixa desde a última segunda-feira, fenômeno do ‘repique’ pode exaltar nível das águas — no domingo, houve pico de 5,35m, de tratado com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Univesidade Federalista do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A quantidade de pessoas desalojadas no Rio Grande do Sul mais que dobrou em 24 horas, passando de mais de 163 milénio nessa quarta-feira (8) para 337.346 nesta sexta-feira (10), conforme o último boletim da Resguardo Social estadual, com dados divulgados às 12h.

Alerta para temporais e novas enchentes é para todo Rio Grande do Sul (Reprodução)
Chuvas e enchentes: 116 mortos
As mortes causadas pelas chuvas chegam a 116. Há 143 desaparecidos e 754 feridos. Em relação aos municípios atingidos, o número chega a 435, o equivalente a mais de 80% das cidades do estado.
No totalidade, 1.947.372 de gaúchos já foram afetados de alguma forma pelas enchentes, ou seja, perderam casas, estão sem luz, chuva ou comida. Os abrigos do estado receberam 70.772 pessoas.

Cenário trágico em Lajeado e trabalho de voluntários em meio à lodo (Diogo Zanatta/ICL Notícias)
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