Por Luis Eduardo de Sousa
(Folhapress) – O nível do lago Guaíba segue baixando em Porto Prazenteiro e, no início da manhã deste domingo (19) chegou a 4,43 metros no cais Mauá. A redução nas últimas 24 horas é de 12 centímetros.
O lago deve permanecer supra dos 4 metros até o início da próxima semana e supra da prestação de inundação, que é de 3 metros, ao menos até o final do mês, devido a possibilidade de mais chuva.
Essa chuva, mas, flui em direção à lagoa dos Patos, no sul do Rio Grande do Sul, e aumenta a enxurro em cidades uma vez que Rio Grande e São José do Setentrião, antes de desembocar no Atlântico.
A Resguardo Social do Rio Grande do Sul divulgou na noite de quinta-feira (16) um alerta para a ininterrupção da elevação dos níveis da lagoa dos Patos.
Em previsão atualizada, o IPH (Instituto de Pesquisas Hidráulicas) da UFRGS (Universidade Federalista do Rio Grande do Sul) indica enxurro duradoura, com redução lenta dos níveis do Guaíba inferior dos 5 metros.
A inundação histórica provocada pelas recentes chuvas no Rio Grande do Sul alagou ao menos 303 milénio edificações residenciais e 801 estabelecimentos de saúde em 123 cidades, indicam dados do IBGE (Instituto Brasílico de Geografia e Estatística) e da UFRGS.
As fortes chuvas do Rio Grande do Sul causaram ao menos 155 mortes, de tratado com atualização deste sábado (19). O número pode aumentar nos próximos dias, já que ainda há 94 desaparecidos.
As mortes ocorrem em 44 cidades, conforme a Resguardo Social, e há 806 feridos.
No totalidade, 461 municípios foram afetados, sendo que 77.199 pessoas estão desabrigadas e 540.192 ficaram desalojadas.

Foto: Rafa Neddemeyer / Sucursal Brasil
Com a baixa do Guaíba, vem a limpeza
Enquanto em algumas regiões de Porto Prazenteiro, uma vez que secção do Núcleo Histórico e bairros da Zona Sul, a chuva do Guaíba baixou e a limpeza começou a ser feita, na Zona Setentrião da cidade a inundação permanece. A Sucursal Brasil acompanhou um ponto de resgate e protecção montado por centenas de voluntários no interceptação das avenidas Benjamin Constant e Caiurú, no bairro de Navegantes, na região do chamado 4º Província. O bairro fica nos periferia do Aeroporto Salso Rebento, terminal que segue fechado por tempo indeterminado justamente por continuar inundado.
Ainda na tarde deste sábado (18), mais de duas semanas posteriormente o início das inundações, barracas e tendas montadas inferior do viaduto seguiam fazendo atendimento a pessoas e animais resgatados na região.
“Só hoje [sábado, 18], ainda retiramos 37 pessoas [da inundação]”, afirma Edmilson Brizola, um dos voluntários. Morador da região, ele ajudou a coordenar a logística das embarcações que navegam ruas adentro. Ele calcula que, unicamente nesse ponto, mais de 5 milénio pessoas foram resgatadas, além de outros 2 milénio animais, entre gatos, cachorros, galinhas, cavalos, aves e até porcos.
A Avenida Cairú ainda é praticamente uma hidrovia, com mais de 1,5 milénio metros de dilúvio, desde a confluência da Avenida Benjamin Constant até o Guaíba. A mensuração do nível do Guaíba na manhã deste domingo (19) registrou 4,43 metros, de tratado com a prefeitura da capital, muro de 10 centímetros a menos em relação ao dia anterior. A prestação de inundação é de 2,5 metros.
A reportagem percorreu diversas ruas do bairro de Navegantes a bordo de um bote do Corpo de Bombeiros. Segmento dos moradores decidiu permanecer, mesmo com vontade cortada. Além do resgate, uma das tarefas de voluntários e equipes de salvamento é prover essas pessoas com mantimentos para sobrevivência, uma vez que pilhas, baterias e provisões.
*Com informações de Pedro Rafael Vilela – Sucursal Brasil
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