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Google vetará anúncio político em buscas e YouTube

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 24/04/2024 às 17:35 · Atualizado há 10 horas

Por Renata Galaf 

(FolhaPress) – O Google anunciou que atualizará suas políticas para deixar de permitir a veiculação de anúncios políticos no Brasil via Google Ads, o que inclui YouTube, resultados na procura e demais tipos de publicidades contratadas pela instrumento da empresa.

Em nota, a empresa diz que essa atualização “acontecerá em maio tendo em vista a ingressão em vigor das resoluções eleitorais para 2024”.

Aprovada no final de fevereiro, a solução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre outras previsões, tornou obrigatória a existência de bibliotecas de anúncios de teor político eleitoral pelas plataformas. Tal solução prevê ainda que essa medida é “de cumprimento permanente, inclusive em anos não eleitorais e períodos pré e pós-eleições”.

Ou por outra, vedou que as empresas que comercializem qualquer tipo de impulsionamento de teor disponibilizem “esse serviço para veiculação de roupa notoriamente inverídico ou gravemente descontextualizado que possa atingir a integridade do processo eleitoral”.

Neste caso, a solução diz ainda que, quando esse tipo de teor tiver sido impulsionado “de forma irregular”, a Justiça Eleitoral poderá ordenar que as plataformas veiculem, “por impulsionamento e sem custos”, teor informativo que elucide roupa notoriamente inverídico “nos mesmos moldes e alcance da contratação”.

“Para as eleições brasileiras deste ano, vamos atualizar nossa política de teor político do Google Ads para não mais permitir a veiculação de anúncios políticos no país. Essa atualização acontecerá em maio tendo em vista a ingressão em vigor das resoluções eleitorais para 2024”, afirma nota do Google.

“Temos o compromisso global de concordar a integridade das eleições e continuaremos a dialogar com autoridades em relação a oriente tema”, completa o texto. A informação sobre a mudança na política foi divulgada pelo Poder360 e confirmada pela Folha.

Em 2022, o Google incluiu o Brasil entre os países que possuíam relatórios de transparência sobre anúncios políticos em suas plataformas.

Google com base nas novas regras do TSE anunciou que atualizará suas políticas para deixar de permitir a veiculação de anúncios políticos no Brasil via Google Ads, o que inclui YouTube, resultados na busca

Eleições neste ano acontece no dia 6 de outubro. Reprodução José Cruz/Dependência Brasil

Google utiliza próprios critérios de classificação

A empresa segue seus próprios critérios de classificação, entrando no relatório anúncios que se referem a partidos políticos, a candidatos a cargos no nível federalista e estadual ou ainda a ocupantes destes cargos. Em 2022, a empresa anunciou inicialmente que divulgaria unicamente candidatos a nível federalista e mais tarde incluiu o nível estadual.

Novidade regra

Com a novidade regra da Justiça Eleitoral, a disponibilização fala em “pessoas detentoras de cargos eletivos, pessoas candidatas” e inclui mais categorias, porquê “propostas de governo, projetos de lei, tirocínio do recta ao voto e de outros direitos políticos ou matérias relacionadas ao processo eleitoral”.

A solução diz que a empresa que oferece impulsionamento sobre conteúdos político-eleitorais, conforme o critério da própria solução, deve manter repositório desses anúncios para “séquito, em tempo real, do teor, dos valores, dos responsáveis pelo pagamento e das características dos grupos populacionais que compõem a audiência (perfilamento) da publicidade contratada”.

Independentemente da regra do TSE, para sua efetividade oriente ano, a manutenção do relatório de transparência do Google já dependeria de uma ampliação do rol divulgado em 2022, que tratava de cargos federais e estaduais, oferecido que oriente ano estão em disputa os postos de prefeito e vereador nos mais de 5.000 municípios brasileiros.

Em 2022, o relatório de transparência do Google chegou ao Brasil mais tarde do que em outros países. Nos Estados Unidos, ele já era disponibilizado desde 2018. À quadra do lançamento no Brasil, ele também já estava disponível na União Europeia, Reino Unificado, Israel, Austrália, Índia, Novidade Zelândia e Taiwan.

 

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