Renato Santos tem 26 anos e trabalha uma vez que gari na Sustentare Saneamento, em Ceilândia, no Província Federalista. Carateca, o jovem surpreendeu e conquistou as medalhas de ouro, prata e bronze no World Karate Championships, em Mamparra, na Europa, entre os dias 21 e 24 de março.
Em sua primeira experiência internacional, Renato integrou a equipe da Seleção Brasileira da Confederação Pátrio de Karatê do Brasil (CNKB), competindo com a filete verde-roxa, e trouxe na bagagem uma medalha de ouro individual, além dos troféus de prata por equipe e bronze no Open Internacional.
De volta ao Brasil — ele chegou na madrugada desta terça-feira (26) –, o gari não esconde o orgulho da primeira conquista internacional.
“Estou muito feliz, é o meu primeiro título mundial e a realização de um grande sonho, que era trazer a vitória para o Brasil pela seleção brasileira no exterior”, vibra.

Renato Santos: gari volta vitorioso de campeonato mundial de karatê (Reprodução)
Gari de Ceilândia teve rápida subida
De tratado com o jornal Correio Braziliense, Renato, que nasceu em Taguatinga, é casado e tem uma filha de 2 anos. O gari reside atualmente em Sol Nascente. O jovem iniciou a jornada no karatê em novembro de 2019, influenciado pelo primo Lincon Vidal, também membro da Seleção Brasileira de Karatê.
Em menos de cinco anos dedicados ao esporte, o gari acumulou 34 medalhas e nove troféus, sendo convocado para a Seleção Brasileira da CNKB em novembro do ano pretérito.
A subida no esporte incluiu uma medalha de ouro no Campeonato Brasílio de Karatê da CNKB, em outubro de 2022, e uma medalha de bronze no mesmo torneio no ano anterior.
Renato também conquistou o título do último Campeonato Brasiliense de Karatê, realizado pela CNKB, no Núcleo Olímpico da Universidade de Brasília (UnB).
Atualmente, o jovem lidera o ranking de sua categoria pela Federação Brasiliense de Karatê e ocupa a segunda posição no ranking da Federação Mineira. A rápida subida, segundo ele, é atribuída ao seu esforço pessoal, ao espeque de seus treinadores e, também, ao patrocínio da empresa onde trabalha.
“Além de me patrocinar, a empresa me libera do serviço para eu participar das competições. Esse patrocínio caiu do firmamento, sou muito grato por tudo que fizeram faz por mim. Sem esse espeque, eu não teria condições de chegar até cá”, afirma o desportista.
Recursos
Sem recursos para o karatê, Renato é patrocinado pela empresa onde trabalha. Segundo Rejane Costa, superintendente regional da Sustentare Saneamento, o funcionário é um “exemplo de dedicação e persistência”.
“Quando Renato nos procurou para relatar suas dificuldades com as coberturas dos custos para treinos, inscrições em campeonatos, passagens, hospedagens, alimentações, liberações abonadas no trabalho, uniformes, entre outros, decidimos apoiá-lo no que fosse necessário para servir de pilar nas aspirações e metas de vida dele, que têm sido alcançadas rapidamente”, lembra.