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G7 se reúne para discutir ataque; Conselho da ONU convocado

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 14/04/2024 às 08:46 · Atualizado há 6 dias

Líderes do G7, que agrupa Estados Unidos, Canadá, Itália, Grã-Bretanha, França, Alemanha e Japão, vão se reunir na tarde deste domingo (14) para discutir o ataque do Irã a Israel. A reunião será por videoconferência e foi convocada pelo governo italiano, que ocupa a presidência do grupo. O Juízo de Segurança da ONU também estará reunido depois convocação emergencial.

O objetivo da reunião é discutir uma resposta diplomática coordenada pelo G7 ao lançamento de drones e mísseis iranianos sobre território israelense. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que espera que Israel adote moderação.

“Espero que o governo israelense adote uma risco cautelosa, que não haja contra-ataque ao contra-ataque”, disse Tajani à rádio RTL.

Além do G7, Juízo da ONU

O Juízo de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) também foi convocado para uma reunião de emergência pelo mensageiro israelense, Gilad Erdan. O encontro será na tarde deste domingo.

“O ataque iraniano constitui uma grave ameaço à sossego e à segurança globais e espero que o Juízo utilize todos os meios para tomar medidas concretas contra o Irã”, afirmou Erdan.

Posições

No termo da noite deste sábado (13), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Segundo o site de notícias Axios, a Morada Branca não vai estribar nenhum contra-ataque israelense contra o Irã.

Em seguida ataque, presidente Joe Biden se reúne com secretários de Resguardo e de Estado, além de comandantes militares (Divulgação)

Também neste sábado, o Irã advertiu os Estados Unidos a “ficarem fora” do conflito com Israel. Na rede social X, a Missão Permanente do Irã nas Nações Unidas afirmou que o “tema pode ser considerado encerrado”.

“Caso o regime israelense cometa outro erro, a resposta será consideravelmente mais severa. É um conflito entre o Irã e Israel, do qual os Estados Unidos devem permanecer longe”, diz o enviado.

Ataque

O ataque do Irá foi em retaliação depois Israel bombardear, no dia 1º de abril, o consulado iraniano em Damasco, na Síria. Na ofensiva, um comandante sênior das Guardas Revolucionárias foi morto.

De concórdia com o comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, Hossein Salami, ainda não há informações sobre a extensão dos danos e o número de baixas em Israel.

Também não está simples a extensão dos danos à base aérea israelense de Nevatim, que foi atingida por pelo menos 15 mísseis balísticos. O governo de Israel diz que a grande maioria dos drones e mísseis foi interceptada.

Salami acrescentou que os Estados Unidos e a França forneceram cobertura aérea a Israel no Iraque, na Jordânia e até em partes da Síria. Porém, “dezenas” de drones e mísseis de cruzeiro e balísticos conseguiram romper as camadas de capacidades defensivas.

ONU condena ataque

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ataque iraniano a Israel. Ele pediu ainda moderação e cessação imediata das hostilidades entre os dois lados.

“Estou profundamente desassossegado com o risco muito real de uma escalada devastadora em toda a região. Peço a todas as partes que exerçam a máxima contenção para evitar qualquer ação que possa levar a grandes confrontos militares em múltiplas frentes no Médio Oriente”, disse Guterres.

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