Sempre foi equivocada a versão da sociedade sobre a participação da população afrodescendentes em espaços de poder de decisão em nível internacional.
Desde a Conferência de Durban em 2001 e antes também, que personalidades e agentes negros dos diversos setores da sociedade, vem agindo politicamente e intelectualmente sobre seus papéis políticos e sociais sobre as questões que afetam a população negra em África e nos países da Diáspora africana.
Muitos avanços mundiais só foram possíveis em decorrência das atuações dos agentes de organizações de direitos humanos e da sociedade social, tencionando e pressionando governos e instituições para agirem em consonância com os tratados internacionais sobre Direitos Humanos.
O resultado deste trabalho de mulheres e homens negros, fez com que diversas ações e políticas reparatórias fossem tomadas em prol da população negra em todo o mundo, muito ainda há de ser feito, é verdade, mas passos foram dados.
O Fórum Permanente das Pessoas Afrodescendentes é o resultado destas investidas em procura de efetivação de direitos fundamentais ao povo preto.
No próximo dia 16 até o dia 19 de abril de 2024, se fará realizar em Genebra na Suiça, a terceira seção do Fórum.
O Fórum foi estabelecido pela Plenário Universal da ONU em 2021, onde pretende contribuir para a implementação da inclusão política, econômica e social da população afrodescendente em todo o mundo, além de identificar e estudar boas práticas, desafios, oportunidades e iniciativas para a promoção dos direitos humanos das pessoas afrodescendentes.
Umas organizações que vem contribuindo nesta agenda por direitos fundamentais, e agindo em parceria com outras organizações na Latino América se labareda Race equality (Raça e paridade), uma organização internacional não governamental de resguardo e proteção dos direitos humanos, que trabalha com parceiros, parceiras e ativistas locais da América Latina na promoção e proteção do direitos humanos de populações marginalizadas.
Durante três dias sociedade social e governos irão se debruçar sobre agendas importantes de enfrentamento aos racismos e as vulnerabilizações que as populações negras sofrem e são afetadas em função de estruturas e culturas fundidas na inferiorização e negação de direitos da população afrodescendente.
Diversos coletivos irão se fazer presente neste encontro internacional, movimentos negros e negras, ambientalistas, intelectuais, lideranças religiosas de matriz africana, movimento de mulheres negras, movimento LGBTQIA+P, Movimento quilombola, povos originários de África, políticos e governos.
Será um momento em que mais uma vez iremos poder discutir e reatar os nossos laços por um sociedade de muito viver, sem discriminações, preconceitos e racismos em nosso cotidiano. Um momento em que de novo iremos expor que nossas vidas continuam nos importando.
Estarei lá, cumprindo com meu obrigação de cidadão preto, Babalorixá do Ile Axé Omiojuaro na Baixada Fluminense no Município de Novidade Iguaçu no Estado do Rio de Janeiro, território oriente negligenciado pelo Estado Brasílio no que se refere a ter direitos básicos e fundamentais.
Estamos no marco da Dez Internacional dos Afrodescendentes (2014/2024), precisamos seguir nesta jornada propositiva por reafirmação de direitos e reparações aos povos afrodescendentes. E se for necessário propomos mais uma dezena, pois não será com uma única dezena que repararemos o mal cometido aos povos negros no mundo.
Lutaremos e reivindicaremos eternamente por um mundo de vestimenta de direitos humanos, de direitos a todos/as/es indistintamente!