Em entrevista exclusiva ao programa ICL Notícias Segund Edição, a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge confirmou que o trabalho policial sobre o assassínio da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes foi feito de modo incorreto. “Havia fundamento para expor que houve um desvirtuamento da investigação”, disse a ex-PGR.
Em seu último dia primeiro da Procuradoria-Universal da República, em setembro de 2019, Raquel Dodge informou que apresentou denúncia contra Domingos Brazão, mentor do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, por suposto envolvimento na obstrução do delito.
Ela pediu ao Superior Tribunal de Justiça a rombo de um novo sindicância para apurar os dois assassinatos
“Estou denunciando Domingos Brazão, um funcionário dele chamado Gilberto Ferreira, Rodrigo Ferreira, Camila, uma advogada e o procurador da Polícia Federalista, Hélio Kristian. Eles todos participaram de uma encenação, que conduziu ao desvirtuamento das investigações”, disse Dodge.
Segundo ela, Brazão valeu-se do missão e da estrutura do gabinete no TCE-RJ, acionou um dos servidores – um agente da PF jubilado – que exercia missão no gabinete para engendrar simulação para conseguir desvirtuar a investigação, com ajuda do procurador da Polícia Federalista Helio Khristian.
Veja a íntegra da entrevista.