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Erika Hilton vai a MPF contra pastor que diz ter beijado filha

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/05/2024 às 06:40 · Atualizado há 1 semana

Por Mônica Bergamo

(Folhapress) – A deputada federalista Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o Ministério Público Federalista (MPF) contra o pastor Lucinho Barreto, integrante da Igreja Batista da Lagoinha, por ter afirmado durante um luminar que beijou a boca da própria filha.

A parlamentar o acusa de violação de violência sexual contra vulnerável. Erika pede indenização de R$ 3 milhões por danos morais coletivos e que eles sejam destinados a entidades de protecção de crianças vítimas de violência sexual.

A enunciação foi dada no dia 15 de abril em luminar transmitido pelo YouTube, mas o vídeo viralizou unicamente na última semana.

As imagens foram feitas dentro de um templo em Belo Horizonte. O religioso falava sobre a geração dos filhos e que a função de um pai é valorizá-los.

“Peguei minha filha um dia, dei [um] ósculo nela e falei que amava ela. Ela passava, eu falava: ‘Nossa, que mulherão. Ai, se eu te pego’. Ela falava: ‘Credo, pai, você já é da mamãe’. Aí, dava ósculo nela. Um dia, ela distraiu e eu dei um ósculo na boca dela. Ela disse: ‘Que isso, pai?’ Eu falei assim: ‘Porque quando encontrar seu namorado, vou falar: você é o segundo. Eu já beijei'”, afirmou Lucinho.

Pastor incitou violação, diz ação

“A conduta do pastor Lucinho Barreto é uma evidente incitação de violação de desfeita sexual infantil, não importando se há ou não comprovação para o traje que ele próprio narrou”, afirma a ação enviada ao MPF.

“Aliás, a mensagem que passou em sua pregação para homens não está protegida pelo princípio constitucional da liberdade religiosa ou da liberdade de frase, por se tratar de conduta ilícita que merece responsabilização.”

Posteriormente a repercussão da fala, a filha do pastor, Emily, defendeu o pai nas redes sociais. Ela disse que não sofreu desfeita e que as falas foram tiradas de contexto, definindo o pai porquê “um bom exemplo de uma figura paterna maravilhosa”.

Lucinho Barreto também pediu desculpas a quem se sentiu ofendido, mas reforçou que a fala foi descontextualizada. A Polícia Social de MG investiga o caso.

 

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