O deputado federalista Alexandre Ramagem (PL-RJ) é níveo de procura e mortificação da Polícia Federalista na manhã desta quinta-feira (25), na Operação Vigilância Aproximada. Essa investigação apura a existência de uma organização criminosa que se instalou na Filial Brasileira de Lucidez (Abin) com o intuito de monitorar ilegalmente autoridades públicas e outras pessoas, utilizando-se de ferramentas de geolocalização de dispositivos móveis sem a devida autorização judicial.
A poste apurou ainda que o policial federalista Felipe Arlotta Freitas, um dos homens de crédito de Ramagem, também é um dos alvos de procura e mortificação na operação. Aliás, um dos locais em que a PF cumpre a procura é o gabinete do deputado no Congresso Vernáculo.
Policiais federais cumprem 21 mandados de procura e mortificação, além de medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a suspensão imediata do manobra das funções públicas de sete policiais federais. As diligências de procura e mortificação ocorrem em Brasília/DF (18), Juiz de Fora/MG (1), São João Del Rei/MG (1) e Rio de Janeiro/RJ (1).
A operação é uma prolongamento das investigações da Operação Última Milha, deflagrada outubro de 2023. As provas obtidas a partir das diligências executadas pela Polícia Federalista à era indicam que o grupo criminoso criou uma estrutura paralela na ABIN e utilizou ferramentas e serviços daquela dependência de perceptibilidade do Estado para ações ilícitas, produzindo informações para uso político e midiático, para a obtenção de proveitos pessoais e até mesmo para interferir em investigações da Polícia Federalista.
Os investigados podem responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.
RAMAGEM
Antes da Abin, Ramagem atuou na coordenação de grandes eventos no Brasil uma vez que a Conferência das Nações Unidas Rio +20 (2012); Despensa das Confederações (2013); Despensa do Mundo (2014); e Jogos Olímpicos do Rio (2016).
Ele se aproximou de Bolsonaro a partir do segundo vez da eleição de 2018, quando comandou a segurança pessoal do logo presidente eleito. Até o período em que se tornou coordenador da segurança do presidente, Ramagem era visto uma vez que um mandatário técnico. Antes, em 2017, Ramagem atuou em investigações da chamada operação Lava-Jato no Rio de Janeiro. Ele coordenou a operação “Cárcere Velha” que prendeu a cúpula do MDB na Alerj (Câmara Legislativa do Rio de Janeiro). Foram presos, na era, os ex-deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi.
Em seguida a eleição de 2018, Ramagem foi nomeado Superintendente Regional da PF no Ceará, mas acabou chamado para o função de assessor próprio da Secretaria de Governo da Presidência da República, na função de facilitar direto do logo ministro Carlos Alberto Santos Cruz.
Com a saída de Santos Cruz, Ramagem assumiu a Abin em julho de 2019. No governo, começaram os rumores sobre a existência de uma “Abin paralela” que produziria dossiês com informações sobre adversários do presidente. O governo sempre negou a informação. No entanto, outras polêmicas surgiram. Ramagem se aproximou de Carlos Bolsonaro também nesse período.
