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Começo do ano é o mais quente já registrado na América do Sul

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 15/02/2024 às 08:52 · Atualizado há 6 dias

A América do Sul registra o início de ano mais quente desde que se iniciaram os dados de temperatura da região, aponta o núcleo climatológico da NOAA, a filial de tempo e clima do governo dos Estados Unidos. Conforme a Governo Pátrio de Oceanos e Atmosfera, a América do Sul registrou o janeiro mais quente até hoje observado.

O aquecimento recorde de janeiro coincidiu com uma grande vaga de calor no final do mês que favoreceu os incêndios devastadores na região de Valparaíso e Viña del Mar, no Chile, que deixaram mais de 130 mortos. Os incêndios estão na lista dos eventos extremos de janeiro no mundo catalogados pela filial. O planeta aumentou a sua série de meses de calor recorde, começando o novo ano com o janeiro mais quente já registrado.

O mês pretérito foi o oitavo mês contínuo em que as temperaturas globais mensais atingiram um sumo recorde. O mês também foi o segundo janeiro mais pluvial já registrado no mundo, de concórdia com especialistas e dados dos Centros Nacionais de Informação Ambiental (NCEI) da NOAA.

A temperatura média global da superfície terrestre e oceânica foi 1,27ºC supra da média do século 20 de 12,2ºC, classificando-se porquê o janeiro mais quente no registro climatológico global de 175 anos. A temperatura média global em janeiro ficou 0,04ºC supra do recorde anterior de janeiro de 2016, ou seja, um virtual empate.

As temperaturas estiveram supra da média em todo o Ártico, na maior segmento do Nordeste da América do Setentrião, núcleo da Rússia, Sul e Oeste da Ásia, África, América do Sul, Leste e Sudeste da Ásia e Austrália. A África e a América do Sul tiveram os janeiros mais quentes já registrados.

Janeiro foi o segundo mês mais pluvial do mundo, logo posteriormente um dezembro com chuva recorde. Grandes áreas da América do Setentrião, Ásia e Austrália foram mais úmidas do que a média, enquanto grande segmento da África sul e da América do Sul foram mais secas do que o normal. Janeiro também registrou uma temperatura mensal recorde da superfície dos oceanos globais pelo décimo mês contínuo.

As condições do El Niño que surgiram em junho de 2023 continuaram em janeiro e, de concórdia com o Meio de Previsão Climática da NOAA, é provável que o Pacífico evolua para neutralidade no outono.

De concórdia com a perspectiva anual global de temperatura do NCEI/NOAA, há 22% de verosimilhança de que 2024 seja classificado porquê o ano mais quente já registrado e 99% de verosimilhança de que seja classificado entre os cinco anos mais quentes alguma vez registrados

 

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