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Comandante da FAB defende punição a militares se comprovada tentativa de golpe

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 12/02/2024 às 10:05 · Atualizado há 6 dias

O comandante da Aviação, tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, garantiu que, caso fique comprovada a participação na tentativa de golpe de Estado, os militares da tropa serão punidos. Em entrevista ao jornal O Orbe, ele defendeu a premência de uma investigação completa da Polícia Federalista.

“Qualquer coisa que fira nossos diplomas disciplinares será punida. O Comando da Aviação coaduna com a premência de uma investigação completa, garantindo a ampla resguardo e o contraditório a todos os envolvidos, seguindo o necessário rito processual previsto no ordenamento jurídico vigente”, afirmou Damasceno.

O tenente-brigadeiro destacou que até o momento não tem conhecimento da participação de militares da ativa nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, “se existe alguma investigação na Justiça, o comando da FAB ainda não foi informado”.

Damasceno acrescentou também que não tem conhecimento da reunião, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, para discutir atos antidemocráticos.

“Não tivemos informação nenhuma. Não sabia do que acontecia dentro do Palácio [do Planalto]. A Força Aérea foi profissional, focada na sua missão. Nessa mesa cá [do Alto Comando] não se falava de política”, disse o tenente-brigadeiro.

Segundo ele, a posição da FAB foi de “isenção em relação ao governo Bolsonaro”. “Tivemos uma visão de Estado e devemos isso às posições de nossos ex-comandantes. Mas não dá para fugir da relação com o governo”, acrescentou.

LULA

O tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno afirmou ainda que não há desconfianças entre a FAB e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não temos suspeição de zero. Há uma grande crédito entre os dez do Elevado Comando. Temos que trabalhar em suporte ao governo. Não tive nenhum movimento dentro da Força em que tivesse que tomar medida disciplinar por conta do momento político”, destacou.

Damasceno lembrou ainda que o papel dos militares não é se envolver diretamente com a política, uma vez que são “Força de Estado”.

“Mas temos que concordar a política do momento. Não podemos deixar de ser felizes por quatro anos, esperando que o candidato A ou B se reeleja ou se eleja. A nossa atividade independe de governo. Somos Força de Estado”, disse o comandante.

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