Publicidade
Capa / #VoceViu

China|: cidades-esponja contra enchentes

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 12/05/2024 às 08:14 · Atualizado há 4 dias

Por Brasil de Veste

Há pouco menos de uma dez, a China pôs em prática um projeto cobiçoso para revolucionar suas cidades. A teoria era proteger suas populações dos riscos trazidos por enchentes, que se tornariam cada vez maiores por justificação das mudanças climáticas

Em 2015, os ministérios das Finanças, da Habitação e Desenvolvimento Urbano-Rústico, e o dos Recursos Hídricos da China, identificaram 16 cidades onde implementar projetos-piloto de cidades-esponja. Nelas, o controle do escoamento das águas da chuva é muito maior, aumentando a capacidade de sorver, reter e liberar as águas da chuva quando necessário.

Isso ocorre por meio de medidas que vão desde a construção de estradas e calçadas com materiais permeáveis a telhados verdes e zonas de amortecimento (ou tampão) de vegetação. O concreto poroso pode reduzir o escoamento da chuva da chuva pela superfície, que ainda pode ser armazenada em reservatórios subterrâneos para ser descarregada em rios ou purificadas.

Os telhados verdes reduzem e purificam as águas da chuva. A chuva da chuva também pode ser coletada através de dutos. Já os jardins de chuva são áreas que, por serem rebaixadas e pela constituição do solo e da vegetação, conseguem ter uma maior capacidade de retenção das águas pluviais.

Estudo publicado na revista científica Elsevier analisou projetos de cidades-esponja em diferentes cidades chinesas porquê Shanghai, Zhoushan, Suzhou Xi’an. A pesquisa indicou que os jardins de chuva melhoram o escoamento em precingir de 70%.

67% da China tem áreas propensas a inundações

O Banco Mundial calculou em 2021 que 67% da população chinesa vivia em áreas propensas a inundações de 640 cidades. O país determinou que até 2030, 80% das áreas urbanas sejam do tipo “esponja”, absorvendo e reutilizando 70% das águas das chuvas torrenciais.

As trinta cidades escolhidas para implementar projetos desse tipo vão receber subsídios anuais de 400 milhões a 600 milhões de yuans (de R$ 282 milhões a 420 milhões).

No relatório de trabalho do governo apresentado pelo premiê Li Keqiang à Câmara Vernáculo Popular em 2017, foi incluída a teoria porquê prioridade. O relatório propôs “iniciar a construção de mais de 2.000 quilômetros de corredores de tubulações subterrâneas urbanas, iniciar uma ação de três anos para expulsar as principais seções propensas a inundações em áreas urbanas e promover a construção de cidades-esponja”, observou o primeiro-ministro Li Keqiang no relatório.

O arquiteto e paisagista Yu Kongjian, professor na Universidade de Pequim e uma das principais referências no ponto, disse ao Quotidiano do Povo que a teoria é que os sistemas de drenagem projetados e os ecossistemas naturais se complementem. “Propomos edificar um conjunto de infraestruturas verdes e utilizar sistemas- esponja naturais para resolver problemas que não podem ser resolvidos pela engenharia de redes de canos. Esta solução baseada na natureza é um pensamento sistêmico multiobjetivo, do qual a solução dos problemas hídricos é somente um paisagem.”

 

VEJA TAMBÉM: 

Volume de chuvas extremas no RS deve aumentar 60% até 2040, diz Inpe

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade