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Chapas de direita se unem para disputar eleição da OAB-RJ

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 31/08/2024 às 13:35 · Atualizado há 6 dias

Por Igor Mello 

Duas pré-candidaturas de viés bolsonarista costuraram um acordo para disputar em conjunto a eleição para o comando da seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). Com o acordo, a atual vice-presidente Ana Tereza Basílio será a candidata de direita na disputa.

O acordo foi feito com a advogada Sylvia Drummond, segunda colocada na eleição de 2021. Evangélica e conservadora, ela tem como notório apoiador o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), braço político do pastor Silas Malafaia. Na última eleição, ela chegou a gravar uma live nas redes sociais com a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), uma das principais expoentes da bancada bolsonarista no Congresso.

Já Ana Tereza é apoiadora de Bolsonaro e costuma frequentar o Clube Militar, além de ser filiada à Associação Brasileira de Juristas Conservadores–que reúne advogados, promotores e juízes ligados à extrema direita.

A união será oficializada em um evento no Iate Clube da Urca nesta segunda-feira (5).

Renúncia coletiva na OAB-RJ

Com a costura, a eleição da OAB-RJ deve replicar a polarização política nacional: contra a chapa bolsonarista desenha-se a pré-candidatura de Marcello Oliveira, ex-dirigente da Ordem que rompeu com o atual presidente, Luciano Bandeira, após uma interferência no trabalho da Comissão de Direitos Humanos (CDH) provocar uma crise na entidade.

O estopim foi a decisão da comissão de pedir a reabertura de inquéritos de casos de violência policial, incluindo os relacionados à chacina do Jacarezinho, após a PF mostrar que o ex-chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, teria obstruído investigações de Homicídios cometidos por agentes de segurança.

A intenção foi divulgada pelo advogado Álvaro Quintão, então secretário-geral da entidade, em entrevista à CNN. O presidente Luciano Bandeira reagiu nos bastidores e decidiu destituir o presidente da CDH, Ítalo Aguiar.

A interferência, lida internamente como um movimento visando o processo eleitoral, gerou uma onda de repúdio, com a renúncia coletiva de mais de 400 presidentes e integrantes ds comissões temáticas.

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