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Caso arquivado de Arthur Lira deixa R$ 4 milhões sem ´dono`

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 23/04/2024 às 17:34 · Atualizado há 2 dias

Serviço de Utilidade Pública: procura-se o possessor de uma bolada de R$ 4 milhões. E ninguém aparece para pegar a grana. Quem se habilita?

O moeda foi apreendido pela Polícia Federalista, no ano pretérito, durante a Operação Hefesto — investigações sobre o meandro de recursos na compra dos kits de robótica direcionados a escolas de Alagoas.

O STF, informou o colunista Guilherme Estremecido, decidiu repor a grana porque o ministro Gilmar Mendes anulou todas as apurações da Hefesto, livrando o presidente da Câmara, Arthur Lira, das acusações que pesavam contra ele e um grupo de assessores e aliados de Alagoas.

A PF havia assinalado indícios de superfaturamento e lavagem de moeda, com o meandro de R$ 8 milhões em verbas do Fundo Vernáculo do Desenvolvimento da Ensino (FNDE).

Foi em um cofre na cidade de Maceió, no endereço que pertenceria a Murilo Sergio Jucá Nogueira Junior, que a Operação Hefeso apreendeu os R$ 4 milhões “sem possessor”. Funcionário da Polícia Social, ele recebia, em 2022, um salário-base de R$ 10,5 milénio por mês, mas possuía várias empresas em seu nome.

A PF suspeitava que o moeda poderia ser de Luciano Cavalcante, ex-assessor de Arthur Lira, ausente do gabinete da liderança do PP na Câmara dos Deputados depois do escândalo.

A Megalic, empresa que negociou os kits de robótica, também estaria envolvida no mistério do cofre.

Ninguém, porém, deseja resgatar a bolada. Provavelmente pela dificuldade que seria provar que o valor tem origem lítico.

Será que o “possessor” está ganhando tempo, em uma aposta no esquecimento, para ir lá, na moita, buscar a grana?

Se não houve roubo de moeda público, por que ninguém vai em procura do “ouro”? Temos que lembrar: no folclore político de Brasília, o incidente ficou sabido uma vez que o caso da “Roubótica”. Mais que um trocadilho, a situação chega a ser cômica, melhor, tragicômica.

Essa verba faria muita diferença, se aplicada, corretamente, na rede de escolas públicas alagoanas. Proponho, uma vez que cidadão brasílio, que levante seja o seu sorte. Sei, porém, que o STF terá que esperar, uma vez que manda a burocracia, que o “proprietário” apareça.

Uma vez que líder da política de Alagoas, o presidente da Câmara poderia, pelo menos, ajudar o país a resolver esse mistério.

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