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Às vésperas de possível extradição, Lula pede liberdade de jornalista

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 20/05/2024 às 07:46 · Atualizado há 3 horas

Por Lucas Pordeus León – Filial Brasil 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a pedir neste domingo (19) a libertação do jornalista Julian Assange, recluso no Reino Uno e denunciado de espionagem pelos Estados Unidos da América (EUA).

O fundador do site WikiLeaks aguarda a decisão do Supremo Tribunal de Londres nesta segunda-feira (20) que pode extraditá-lo para os EUA.

Lula afirmou que o jornalista deveria ter sido premiado por revelar “segredos dos poderosos” ao invés de estar recluso: “espero que a perseguição contra Assange termine e ele volte a ter a liberdade que merece o mais rápido provável.”

Querela contra Assange

Assange enfrenta 18 acusações baseadas na Lei de Espionagem dos EUA. Foto: Reuters

Assange enfrenta 18 acusações baseadas na Lei de Espionagem dos EUA. Se réprobo, pode pegar até 175 anos de prisão.

Ele é denunciado por ter revelado 250 milénio documentos militares e diplomáticos confidenciais que revelaram crimes de guerra e abusos de direitos humanos ocorridos nas guerras do Afeganistão e do Iraque.

As autoridades estadunidenses querem desaprovar Assange argumentando que suas ações no WikiLeaks prejudicaram a segurança vernáculo dos EUA, colocando em transe a vida de agentes norte-americanos, segundo a Reuters.

A provável extradição do jornalista é criticada por organizações de jornalistas e entidades de direitos humanos.

“As acusações com motivação política representam um ataque sem precedentes à liberdade de prelo e ao recta do público à informação – procurando criminalizar a atividade jornalística básica”, afirma a campanha FreeAssange, liderada pela esposa do jornalista, Stella Assange.

Repercussão

A organização de direitos humanos Anistia Internacional considera que a extradição do jornalista é um “devastador” ataque à liberdade de prelo.

“A publicação de conteúdos do interesse público é uma pedra angular da liberdade dos meios de informação social. Extraditar Julian Assange para que enfrente alegações de espionagem por publicar informação classificada estabeleceria um precedente perigoso e deixaria muitos jornalistas apreensivos e inseguros em todo o mundo”, disse Agnés Callamard, secretária-geral da Anistia.

A extradição também foi criticada pelo ex-relator peculiar das Nações Unidas sobre Tortura, Nils Melzer, que chegou a pedir aos EUA que abra mão das denúncias contra Assange.

“O caso é um enorme escândalo e representa o fracasso do Estado de recta ocidental. Se Julian Assange for réprobo, será uma sentença de morte para a liberdade de prelo”, afirmou o técnico em direitos humanos.

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