A aluna de medicina Alicia Dudy Muller Veiga, de 26 anos, que confessou ter desviado quase R$ 1 milhão destinados à formatura de sua turma na Universidade de São Paulo (USP), tornou-se ré, novamente, acusada de desviar R$ 192,9 milénio de lotérica em São Paulo. A denúncia foi aceita pela juíza da 32ª vara Criminal da Capital, e o caso segue sob sigilo judicial desde novembro de 2023.
Alicia foi acusada de estelionato depois manipular transações na lotérica. Ela fez apostas de R$ 891,53 milénio, mas, ao remunerar, transferiu unicamente R$ 891,53 via pix, apesar de mostrar um extrato sugerindo o pagamento completo.
O golpe só foi notado pela gerente da lotérica depois as apostas terem sido formalizadas. A polícia indicou que, apesar de algumas perdas, Alicia conseguiu lucrar R$ 366,6 milénio em prêmios, o que sugere uma tentativa de lavar o quantia desviado da formatura.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, a estelionatária solicitou R$ 891,5 milénio em apostas. Ela afirmou que estaria realizando transferências via Pix para a lotérica. Quando o valor das apostas já totalizava R$ 193,8 milénio, a gerente do estabelecimento constatou que Alicia havia feito unicamente um agendamento da quantia. Desconfiados, os funcionários pediram o comprovante para a estudante. Ela, logo, apresentou um extrato de transferência no valor de R$ 891,50 e saiu do sítio.
A juíza da 32ª Vara Criminal da capital afirmou que há prova de materialidade e indícios suficientes de autoria por segmento de Alicia.
Veja a cronologia do caso:
- Em abril de 2022, a suspeita fez quase R$ 20 milénio em apostas na Lotofácil, todas pagas via PIX;
- Depois disso, passou a fazer várias apostas em grandes valores;
- No totalidade, ela teria apostado R$ 461 milénio;
- Em julho de 2022, a estudante teria solicitado R$ 891,5 milénio em apostas;
- Posteriormente a operadora de caixa registrar R$ 193,8 milénio em apostas, a gerente da lotérica questionou sobre o pagamento, e a suspeita disse que tinha realizado um agendamento da transferência;
- A estudante fez uma movimentação muito subalterno, de R$ 891,53, na tentativa de fazer com que os funcionários da lotérica pensassem que seria o valor totalidade de R$ 891,53 milénio, segundo a polícia;
- Posteriormente breve discussão, a suspeita saiu da lotérica com cinco apostas de R$ 38,7 milénio cada uma.
Aluna de medicina: relembre estelionato na USP

Aluna da USP, Alicia era vista uma vez que uma estudante prodígio e tinha crédito de professores e colegas (Foto: Reprodução)
Alicia nasceu em Itararé (455 km de São Paulo) e foi adotada ainda pequena por um parelha com um fruto 19 anos mais velho que ela. Os quatro viviam em um sobrado na Vila Gumercindo, perto da estação Cimalha do Ipiranga, na zona sul da capital.
Enquanto o pai, Orlando Muller, 68, mantém uma pequena oficina no térreo da moradia onde a família mora, a mãe, Cristina Dudy Muller, 67, prepara marmitex no segundo marchar para vender na vizinhança.
Parecia um caso réplica de superação: de origem humilde, prestou vestibular quatro vezes para, aos 20 anos, vencer 16 milénio concorrentes e ingressar na Faculdade de Medicina da USP, onde em pouco tempo assinou artigos científicos e virou braço recta de professores.
Seu projecto era se particularizar em neurocirurgia ou cirurgia oncológica. Sua vida acadêmica, porém, foi tomando outros rumos à medida que se envolvia com trabalhos na USP. Na pandemia, se voluntariou para pesquisas sobre a covid-19, o que lhe rendeu participação em artigos sobre intubação de pacientes.
Alicia também ajudava médicos já formados em tempo de especialização. O médico que estava muito atarefado com o plantão entregava a ela, considerada “fora da curva”, segmento da pesquisa, uma vez que coleta de material para doutorado. Esse trabalho acabou lhe rendendo experiência, conhecimento e ajuda de dispêndio.
Quando ela apareceu de sege novo, último protótipo do iPhone e apartamento mobiliado, todos acharam que o sucesso da menina-prodígio tinha unicamente começado. Em janeiro de 2023, no entanto, Alicia confessou o ramal dos fundos da formatura, justificando sua ação pela alegada má gestão da empresa originalmente contratada para gerir o evento.
Um mês depois, a Justiça negou pedido de prisão preventiva contra a estudante, concordando com o MP que reclassificou o caso de apropriação indébita para estelionato. O parquet também solicitou uma listagem detalhada dos prejuízos individuais dos alunos afetados.
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