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Vila na Itália comemora o nascimento de primeiro bebê em 30 anos

Na região de Abruzzo, na Itália, uma pequena vila chamada Pagliara dei Marsi celebrou um acontecimento que parece comum para o resto do mundo, mas que é hist...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 17:05 · Atualizado há 5 dias
Vila na Itália comemora o nascimento de primeiro bebê em 30 anos
Foto: Reprodução / Arquivo

Na região de Abruzzo, na Itália, uma pequena vila chamada Pagliara dei Marsi celebrou um acontecimento que parece comum para o resto do mundo, mas que é histórico para os moradores locais. Com mais gatos do que pessoas, o lugar comemorou o nascimento do primeiro bebê em quase 30 anos.

A caçula da vila se chama Lara Bussi Trabucco e nasceu em março de 2025, elevando a população para 20 habitantes. A novidade foi tão grande que, em seu batizado, realizado na igreja vizinha de sua casa, praticamente todos os moradores compareceram — até os felinos.

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Há pessoas que nem sequer sabiam que Pagliara dei Marsi existia, e agora vieram aqui só porque ouviram falar da Lara. Com apenas 9 meses de idade, ela já é famosa

— disse a mãe da bebê, Cinzia Trabucco.

Com o objetivo de combater um inverno demográfico — quando taxas de natalidade ficam abaixo do nível de reposição populacional — a primeira-ministra Giorgia Meloni implementou um programa em janeiro de 2025. Por conta disso, a família recebeu um bônus, após o nascimento, de 1.000 euros, além de ganhar um auxílio-creche mensal de 370 euros.

Apesar de tanta alegria para família e para os locais, o nascimento de Lara escancara o agravamento da crise demográfica na Itália. De acordo com o Istituto Nazionale de Statistica (Istat), o número de nascimentos do país, em 2024, caiu para pouco menos de 370 mil, marcando o mínimo histórico e o 16° ano consecutivo de queda.

Em 2025, os dados sugeriram que a tendência é que a taxa de natalidade siga diminuindo. Justamente a região de Abruzzo, onde fica a vila em que a bebê nasceu, tem o declínio mais acentuado. No último ano, de janeiro a julho, o número caiu em 10,2% em comparação com 2024.

A explicação para isso não tem a ver apenas com as dificuldades econômicas da Itália. Falta de empregos, migração de jovens, ausência de apoio para mães que trabalham, aumento da infertilidade masculina e crescente no número de pessoas que escolhem não ter filhos são alguns dos outros fatores.

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