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Venezuela: vice de Tarcísio chama PT de partido "narcoafetivo"

O governador em exercício de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), turbinou as críticas feitas por Tarcísio de Freitas (Republicanos) à gestão petista após o ataq...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 14:30 · Atualizado há 14 horas
Venezuela: vice de Tarcísio chama PT de partido "narcoafetivo"
Foto: Reprodução / Arquivo
O governador em exercício de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), turbinou as críticas feitas por Tarcísio de Freitas (Republicanos) à gestão petista após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela ao chamar o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de “partido narcoafetivo”, nesta segunda-feira (5/1).

No sábado (3/1), Tarcísio já havia alfinetado o partido adversário ao elogiar a ação norte-americana que, violando o direito internacional, atacou a Venezuela e prendeu o ditador do país, Nicolás Maduro.

A crítica de Ramuth, feita durante uma agenda na zona sul da capital paulista, foi encaixada quando ele falava sobre a possibilidade de o estado de São Paulo receber uma leva de imigrantes venezuelanos.

“Eu acredito que esse êxodo vai acabar levando aquelas pessoas que estão na fronteira a retornar ao seu país, onde ele [o cidadão venezuelano] vai poder desfrutar de liberdade e vai deixar de ter aquele Estado narcoafetivo, como o PT que nós temos aqui no nosso país. Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido narcoafetivo. Assim como a gente tinha o regime na Venezuela narcodependente”, disse o político.

Ramuth estará no comando do estado durante as férias do titular do cargo até o dia 11 de janeiro.

Em entrevista a jornalistas, ele disse considerar “correta” a ação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Venezuela, chamou Maduro de “criminoso” e afirmou que é preciso se atentar “aos próximos passos” no país vizinho.

“O que vai valer mesmo são os próximos passos. Como se dará esse novo governo, qual será a atuação e a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e, aí sim, a caminhada para uma democracia de verdade na Venezuela, que é o que a gente espera.”

O governador em exercício foi questionado sobre a possibilidade de que uma medida semelhante seja feita pelos Estados Unidos em outros países, como a Colômbia — Trump disse neste domingo (4/1) que agir na Colômbia parecia “uma boa ideia”. Para Ramuth, se crimes forem cometidos pelo governo colombiano, há possibilidade de uma nova ação.

O governador em exercício estava acompanhado do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). O emedebista também reforçou as críticas à Venezuela e chamou de “demagogia” a preocupação com a violação ao direito internacional. Pelas regras internacionais, um país não pode atacar o outro da forma como fizeram os Estados Unidos.

“Que direito internacional se pode avocar quando você tem uma situação de uma eleição fraudada, de alguém que coloca 90% da população em estado de pobreza, quando você tem um Estado que expulsa 8 milhões de venezuelanos. É muita demagogia as pessoas virem falar de uma questão como essa, numa situação específica de um país que estava vivendo a base de ações do narcotráfico e colocando toda a sua população em um estado de pobreza e de força pela ditadura”, teorizou Nunes.

O prefeito alegou ainda que é preciso “eliminar os focos aonde se mantém o narcotráfico”, ao comentar sobre a situação da Colômbia.

“O país que tem a conivência com uma grande produção de cocaína e não acontece nada, não é possível que a gente vai ficar achando que isso é normal. Aquele governo tem a responsabilidade de dentro do seu território fazer as ações necessárias para que a gente elimine esse grande tráfico de drogas”, afirmou Nunes.

A fala do prefeito paulistano abraça o discurso do presidente norte-americano que tenta justificar a invasão à Venezuela  sob o argumento de que Maduro seria o chefe de uma organização criminosa chamada Cartel dos Sóis — especialistas negam a existência do grupo. Trump também já chamou o presidente colombiano, Gustavo Petro, de “traficante produtor de cocaína”.

Petro tem respondido ao norte-americano. “Pare de me caluniar, senhor Trump. Não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que chegou ao poder pela luta armada e, depois, pela luta do povo colombiano pela paz”, respondeu o colombiano na rede X.

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