Venezuela diz que vai prender jornalistas que tentarem entrar no território sem autorização
Desde a captura de Nicolás Maduro, a ditadura chavista intensificou a repressão, impedindo o trabalho de jornalistas estrangeiros. Os enviados especiais Carolina Cimenti, Luigi Sófio e Alex Carvalho estão na fronteira da Colômbia com a Venezuela.
Eventos dessa magnitude, que mudam a história, atraem dezenas de jornalistas do mundo todo. Mas em ditaduras como a Venezuela, um dos primeiros desafios é acessar o território. O governo avisou que vai prender e deportar jornalistas que tentarem entrar em solo venezuelano sem autorização. Por isso, jornalistas estrangeiros fazem fila no consulado venezuelano, em Cucuta, pra dar entrada no visto de imprensa.
O jornalista da TV japonesa TBS, Taka Humi, que já morou em São Paulo, disse que está tentando o visto desde o fim de semana.
O jornalista alemão faz coberturas de guerra desde 1999. Ele vai mensalmente para a Ucrânia. E explicou que se a imprensa não estiver presente, não há pressão para que os governo atuem para resolver os conflitos.
Giulia Bosetti, da TV italiana RAI, tenta autorização desde setembro. Ela está fazendo uma reportagem investigativa sobre os ataques a barcos conduzidos pelos Estados Unidos. Giulia relatou que entrou com um pedido de visto em outubro na Venezuela.
A Venezuela está a dois passos dali, mas os jornalistas estrangeiros só podem entrar no país e trabalhar com um visto de imprensa. E a vida do jornalista venezuelano não está fácil. Ele é monitorado pelo que fala e escreve publicamente e também na vida privada.
Os catorze jornalistas que foram presos desde segunda-feira por fazerem seu trabalho contaram ao sindicato de profissionais do setor da Venezuela que agentes de segurança fiscalizaram seus celulares. Fizeram buscas em mensagens, ligações e redes sociais desses repórteres. Um deles foi deportado, os outros, soltos.
Jornalistas venezuelanos relataram que a ditadura tem aumentado a repressão. E vistoriado celulares e interrogado jornalista e civis à procura de críticas ao regime ou apoio à operação americana.
A organização Repórteres Sem Fronteiras começou a fazer um ranking de liberdade de imprensa em dois mil e dois. Naquela época, Hugo Chavez era presidente e a Venezuela ocupava a posição 77, entre 129 países. A Repórteres Sem Fronteiras já alertava sobre ameaças e cerceamento do trabalho da imprensa. Em 2010, Chávez chegou a prender o dono de um canal de TV crítico ao governo.
. Em 2025, a recuou mais: posição 160 entre 180 países, próxima de Camboja e Arábia Saudita, em situação classificada como
— Em 2014, já com Nicolas Maduro no poder, a Venezuela estava no posto 116, no limite da classificação laranja-escuro, que descreve a situação para jornalistas como “difícilmuito séria".
O sindicato de jornalistas da Venezuela calculou que mais de 400 veículos de comunicação fecharam nos últimos 20 anos, nos governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. No meio do desafio que é para os jornalistas conseguirem checar os fatos, fica a população venezuelana – sem a confiança de saber se o pouco de informação que chega é verídica.
O Clei contou que prefere se informas pelos jornais colombianos, porque não estão submetidos a regimes de exceção. É preciso respeitar os jornalistas, diz ele. É como diz a Giulia:
De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.
Após troca de farpas, Trump fala com Petro e diz que espera encontrá-lo
'Frota das sombras': o que se sabe sobre navio que levava petróleo para Rússia e Irã
Trump: Venezuela comprará produtos americanos com receita do petróleo
MPF pede explicações à Petrobras e ao Ibama sobre vazamento na Foz do Amazonas
Dono da Outsider Tours é preso em Balneário Camboriú por estelionato
Empresa vendia, mas não entregava pacotes esportivos para eventos nacionais e internacionais.
Presidente do Grupo Corona é sequestrado e assassinado no México
VÍDEO mostra morte de mulher a tiros por agente de imigração nos EUA
Relator no TCU decide paralisar inspeção do BC no caso Master