O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa para os republicanos da Câmara durante a conferência anual sobre questões do partido, no Kennedy Center, renomeado como Trump-Kennedy Center pelo conselho de diretores indicado por Trump, em Washington, D.C., EUA, em 6 de janeiro de 2026 — Foto: Kevin Lamarque/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta sexta-feira (9) a libertação de prisioneiros políticos pelo governo interino da Venezuela, que chamou de "um sinal de paz".
Trump disse também que a cooperação da gestão da nova presidente, Delcy Rodriguez, fez ele cancelar uma 2ª onda de ataques que faria ao país. Na 1ª onda, no último final de semana, o Exército dos EUA entrou em Caracas em uma operação militar pontual para prender o Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
A libertação dos presos políticos foi anunciada na quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, que pediu para que o mundo interpretasse como um gesto de boa vontade do novo governo. Os prisioneiros começaram a ser libertados no mesmo dia e, até o momento, entre as pessoas mais notáveis estão a ativista venezuelana-espanhola Rocío San Miguel e o ex-candidato à presidência Enrique Márquez. (Leia mais abaixo)
Líder chavista Jorge Rodríguez anuncia libertação de prisioneiros na Venezuela
As libertações dos prisioneiros políticos mantidos em prisões na Venezuela desde o regime Maduro são uma reivindicação frequente da oposição do país. A ação foi anunciada na quinta-feira (8) pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, um dos líderes do chavismo.
A ativista venezuelana Rocío San Miguel, presa pelo regime de Maduro, em imagem de arquivo — Foto: Fernando Llano/ AP
O deputado é irmão da presidente Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após o sequestro de Nicolás Maduro pelos EUA, no último sábado (3).
que sempre estiveram ao lado do povo da Venezuela para defender o direito que temos à vida plena e à autodeterminação
— Em conversa com jornalistas, Rodríguez agradeceu aos esforços do ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao regime do Qatar, . Ainda não se sabe se as negociações para as libertações envolveram o presidente Lula, o governo brasileiro ou algum outro ator político mencionado.
A ativista venezuelana Rocío San Miguel, que também tem nacionalidade espanhola, foi libertada da prisão ainda na quinta-feira (8). Ela estava detida desde 9 de fevereiro de 2024. A soltura foi confirmada pelo governo espanhol.
Especialista em temas militares e diretora da ONG Control Ciudadano, Rocío foi detida após ser vinculada pelas autoridades com um suposto plano para assassinar o presidente Nicolás Maduro.
Ela era mantida no Helicoide, a temida prisão do serviço de inteligência que organizações de direitos humanos classificam como "centro de tortura".
A advogada estava no aeroporto internacional Simón Bolívar, que serve a Caracas, quando foi abordada por agentes do regime Maduro. Ela estava prestes a embarcar em um voo junto com sua filha, que foi detida brevemente.
Outro opositor que deve sair da prisão é o ex-candidato à Presidência Enrique Márquez, detido desde o início de 2025.
Segundo o jornal espanhol "El País", entre os libertados estão Andrés Martínez Adasme, José María Basoa, Miguel Moreno e Ernesto Gorbe — todos de cidadania espanhola.
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