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Testemunhas relatam bullying e depressão após caso ufológico de Varginha: 'Falaram que pod

As mulheres que afirmam ter visto o suposto ET em Varginha, em 1996, relatam que, além da repercussão mundial do caso, enfrentaram anos de preconceito, deboc...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 23:30 · Atualizado há 2 dias
Testemunhas relatam bullying e depressão após caso ufológico de Varginha: 'Falaram que pod
Foto: Reprodução / Arquivo

As mulheres que afirmam ter visto o suposto ET em Varginha, em 1996, relatam que, além da repercussão mundial do caso, enfrentaram anos de preconceito, deboches e episódios de bullying que marcaram profundamente suas vidas.

A exposição na mídia, especialmente após a exibição de reportagens em rede nacional, intensificou as perseguições e comentários ofensivos na cidade.

O relato aparece no segundo episódio da série documental "O Mistério de Varginha", que foi exibido nesta quarta-feira (7), na TV Globo.

Testemunha conta que ouviu comentários de que poderia estar grávida de um ET — Foto: Reprodução TV Globo

Falaram que tinha possibilidade de eu estar grávida de um extraterrestre. Foi muito baque, fiquei com muito medo

— As mulheres que afirmam ter visto o suposto ET em Varginha, em 1996, relatam que, com a repercussão mundial do caso, enfrentaram anos de preconceito, deboches e episódios de bullying. Uma das testemunhas descobriu que estava grávida logo após o episódio e foi alvo de comentários maldosos. , contou Kátia Xavier.

O relato aparece no segundo episódio da série documental "O Mistério de Varginha", que foi exibido nesta quarta-feira (7), na TV Globo.

📺 Uma coprodução entre Estúdios Globo e EPTV, o especial é composto por três episódios exibidos nos dias 6, 7 e 8 de janeiro em todo o Brasil, logo após "O Auto da Compadecida 2". Eles revisitam um dos casos ufológicos mais conhecidos do mundo, que projetou a cidade mineira internacionalmente após relatos de encontros de moradores da cidade com criaturas extraterrestres.

Aqui em Varginha, o maior comentário era ‘as meninas do Fantástico’

— Katia Xavier tinha 22 anos na época, enquanto as irmãs Liliane de Fátima Silva e Valquíria Silva eram adolescentes, com 16 e 14 anos, respectivamente. Ela contou que nunca havia participado de programas de televisão antes da exibição da reportagem sobre o caso no “Fantástico” em 1996. Segundo ela, a aparição transformou a rotina das jovens e fez com que fossem reconhecidas nas ruas. , afirmou.

Veja os bastidores da série documental "O Mistério de Varginha"

Liliane de Fátima Silva disse que, após a reportagem, elas passaram a ser conhecidas não apenas na região, mas também fora do país. Para ela, a matéria deu mais credibilidade ao relato.

A matéria foi muito boa, a gente adorou, porque deu mais credibilidade no fato. Todo mundo começou a acreditar, todo mundo começou a conhecer a gente

— disse Liliane.

Mas a exposição também começou a trazer comentários maldosos e episódios de bullying. Segundo Katia Xavier, poucos dias após o episódio ela descobriu que estava grávida e teve que lidar com comentários maldosos.

Quando aconteceu o fato comigo eu não sabia que eu tava grávida, tava de pouquinho, 15 dias. Aí as pessoas comentam umas coisas da minha gravidez, foi o que mais me complicou

— disse se emocionando ao recordar.

Ela afirmou que ouviu pessoas insinuando que o filho poderia ser de um extraterrestre.

Testemunhas que teriam visto ET passaram por episódios de bullying e depressão — Foto: Reprodução TV Globo

Katia relatou que a pressão causada pela presença constante de repórteres e curiosos na porta de casa também afetou o casamento. Segundo ela, o companheiro não suportou a situação, o que levou à separação.

A hostilidade também atingiu as outras jovens. Valquíria Silva contou que elas ouviam ameaças em locais públicos, como ônibus e ruas da cidade. Segundo ela, houve ainda relatos de pessoas que culpavam as jovens por medo causado em crianças após a divulgação do caso.

Testemunhas que teriam visto ET passaram por episódios de bullying e depressão — Foto: Reprodução TV Globo

Liliane contou que precisou abandonar a escola por causa das ofensas e deboches. Ela tinha 16 anos na época.

Você passava na rua e o povo mexia com você. ‘Olha o ET'. imagina a pressão pra gente, pra mim, 16 anos, ter que abandonar uma escola. Eu trabalhava e depois eu arrumei um serviço numa sorveteria e tive que sair porque era muita imprensa, era todo mundo querendo saber

— contou.

Mas não só as meninas, como também o ufólogo Vitório Pacaccini, começou a sofrer as consequências da exposição do caso. Ele afirma que passou a sofrer ameaças após divulgar os relatos.

Segundo ele, houve disparos de arma de fogo contra a casa onde morava com a mãe, o que o levou a deixar o Sul de Minas.

Eu já vinha passando por situações muito desagradáveis, com ameaças de morte por telefone. Nós paramos de atender as ligações lá em casa. Em uma noite, fizeram um disparo de fuzil contra a porta principal de madeira maciça da sala de estar, que foi perfurada. O tiro atingiu o piano, as partituras que estavam sobre ele, e o projétil ficou cravado na parede. Foi um estrondo enorme, um susto muito grande

— contou Pacaccini.

Ufólogo Vitório Pacaccini afirma ter entrevistado militares que teriam visto o suposto ET de Varginha — Foto: Reprodução TV Globo

Vitório Pacaccini só foi reaparecer publicamente em 2022, com a inauguração do Memorial do ET, em Varginha.

Ao longo de três episódios, a série documental “O Mistério de Varginha” revisita o caso que ganhou repercussão internacional há 30 anos no Sul de Minas, reunindo depoimentos inéditos, além de documentos, áudios, arquivos históricos e registros oficiais nunca exibidos. A investigação apresenta diferentes versões sobre o que teria acontecido na cidade e confronta relatos que marcaram o episódio.

Entre os entrevistados estão personagens centrais da história, como o ufólogo Ubirajara Rodrigues, o primeiro a investigar o caso. A série aborda a mudança de posição dele ao longo dos anos, já que, depois de defender a existência da suposta criatura, passou a afirmar que ela nunca existiu. O documentário também traz depoimentos de militares, relatos de moradores e a recuperação de materiais jornalísticos da época.

TV Globo exibe série documental ‘O Mistério de Varginha’ — Foto: Jackson Amorim/EPTV

A produção acompanha ainda Kátia, Liliane e Valquíria, conhecidas como as “três meninas do ET”, que relembram o episódio e mostram como estão atualmente. Dirigida por Ricardo Calil e Paulo Gonçalves, a série vai ao ar após O Auto da Compadecida 2 e também ficará disponível no Globoplay, com produção executiva de Fernanda Neves e direção artística de Monica Almeida.

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