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SP: impasse marca acolhida de imigrantes em meio à crise venezuelana

Enquanto o mundo observa a situação política e econômica da Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o acolhimento a imigrantes, inclu...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 02:30 · Atualizado há 2 semanas
SP: impasse marca acolhida de imigrantes em meio à crise venezuelana
Foto: Reprodução / Arquivo

Enquanto o mundo observa a situação política e econômica da Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o acolhimento a imigrantes, incluindo venezuelanos, em São Paulo vive um capítulo de impasse. Desde dezembro, o Centro de Acolhida Especial para Famílias (Caef) Ebenezer, da Prefeitura de São Paulo, na zona leste, o atendimento a novas famílias está interrompido por decisão administrativa.

A gestão municipal havia até recuado após determinação provisória do Tribunal de Justiça (TJSP), mas representantes da instituição alegam que a indefinição continua, não há continuidade dos serviços.

A situação preocupa a Defesonria do Estado, o Caef e a organização social que executa o trabalho no local.

Coordenado pelo Centro de Apoio Pastoral do Migrante (CAMI), o Caef Ebenezer é uma das poucas instituições que abrigam núcleos familiares completos no mesmo cômodo.

Em outros locais, os integrantes são acomodados em galpões separados para homens ou mulheres e crianças. Essa política pública municipal de acolhimento a imigrantes já recebeu prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU).

Localizado no bairro da Penha, o centro atendia 40 famílias de diferentes origens até dezembro, quando a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) iniciou um processo de reformulação da rede de acolhimento com previsão de fechamento do Caef Ebenezer. Durante esse processo, 20 famílias aceitaram a transferência para uma unidade do programa Vila Reencontro — que atende moradores em situação de rua — na zona norte da capital.

Ao Metrópoles, o coordenador do Cami, Roque Patussi, afirmou que a instituição atravessa um momento de incerteza após a transferência das famílias — que pode ser interpretada como um movimento inicial de restringir os trabalhos do Caef — e a reformulação programada pela prefeitura.

Representantes do centro se reuniram com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) para discutir o impasse e foram informados que um novo oficío estabeleceria novas orientações. Segundo Patussi, no entanto, o texto não chegou.

Em meio à indefinição, o atendimento fica prejudicado. A gerente de serviço do Caef Ebenezer, Bruna Lima, confirma que o recebimento de novas família está suspenso pela prefeitura, apesar da capacidade para acolher mais imigrantes.

Atualmente, 20 famílias são atendidas no Caef Ebenezer, uma delas de imigrantes venezuelanos. A expectativa é de que elas também sejam transferidas até o final de janeiro.

A transferência de imigrantes do Caef Ebenezer é motivo de preocupação para a gerente do centro.

Coordenador do Cami, Roque Patussi lembra que, em 2018, venezuelanos acabaram alvos de ameaças e violência em um abrigo. Foi um encontro infeliz, mas a segregação tampouco ajuda no processo todo.

ao fugirem de um governo ditador

— O prefeito Ricardo Nunes já afirmou que a cidade recebe de braços abertos venezuelanos que buscaram refúgio .

A gente espera agora que eles não necessitem vir para cá. Se vierem, obviamente, a cidade de São Paulo vai receber a todos com muito carinho, como sempre fez

— Ele espera que o fluxo migratório seja menor. , acrescentou.

Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social afirmou que o Caef Ebenezer segue em funcionamento, atendendo atualmente 157 pessoas.

A medida tem como objetivo adequar a oferta de vagas aos novos modelos de acolhimento adotados pelo município, como as Vilas Reencontro, que priorizam a autonomia das famílias

— diz a nota.

até que seja possível a conclusão do reordenamento das famílias remanescentes, com os devidos encaminhamentos para as Vilas ou para os Centros de Acolhimento, conforme pactuação, normativas vigentes e avaliação técnica da rede socioassistencial.

— A pasta afirmou ao Cami que continuará o serviço no Caef Ebenezer

Sobre o recebimento de imigrantes em São Paulo, a prefeitura afirmou que 1.009 venezuelanos são acolhidos na rede municipal em centros exclusivos para estrangeiros, Vilas Reencontro e outros equipamentos da administração municipal.

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