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Protestos contra a ditadura já deixam quase 50 mortos no Irã, segundo grupos de direito hu

Organizações de Direitos Humanos denunciam a morte de 48 manifestantes no Irã

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/01/2026 às 22:45 · Atualizado há 6 horas
Protestos contra a ditadura já deixam quase 50 mortos no Irã, segundo grupos de direito hu
Foto: Reprodução / Arquivo

Organizações de Direitos Humanos denunciam a morte de 48 manifestantes no Irã

No Irã, grupos de direitos humanos denunciam a morte de 48 manifestantes nos protestos que tomaram o país.

É uma das maiores ondas de protesto da história recente do Irã. Vídeos publicados em redes sociais mostram o que seria o tamanho da multidão nas ruas da capital, Teerã. É difícil verificar a data das imagens porque o trabalho da imprensa é restrito e o governo cortou, ontem, a internet e as linhas de telefones  

As manifestações começaram quase na virada do ano, dia 28 de dezembro. O primeiro gatilho foi a crise econômica e o colapso da moeda do país. O movimento aumentou nos últimos dias - alcançando todas as 31 províncias do país. Com críticas diretas ao governo iraniano.  

Segundo as agências de notícia, na região de Fars, os manifestantes derrubaram a estátua de um ex-comandante da Guarda Revolucionária - uma força armada, extremamente poderosa, criada pra defender o regime contra inimigos.  

começar a matar pessoas os americanos vão atacá-lo com muita força

— Os protestos vêm sendo reprimidos com violência e, de acordo com organizações de direitos humanos, com munição verdadeira. Os Estados Unidos decidiram intervir. Donald Trump nesta quinta-feira (8), fez novas ameaças, dizendo que se o regime iraniano .  

Ali Khamenei - líder supremo do Irã - aumentou o tom das ameaças. Chamou os manifestantes de vândalos, e disse que eles estariam tentando agradar o presidente dos Estados Unidos.   O aiatolá, nesse discurso televisionado, pediu que Trump cuide de seu próprio país, que há muitos problemas do lado de lá.    

O Reino Unido também enviou uma mensagem ao Irã - só que num tom mais diplomático. O primeiro-ministro, Keir Starmer, pediu moderação às autoridades iranianas. E declarou que o governo britânico apoia aqueles protestam de forma pacífica.

a expansão de laços bilaterais

— O regime iraniano, por sua vez, já começou a intensificar as consultas com aliados regionais. O ministro iraniano do Exterior, nesta sexta-feira (9), teve reuniões com autoridades do Líbano, em Beirute. O objetivo do encontro - pelo menos oficialmente - era .  

Essa não é a primeira onde de manifestações no país. Em 1999, os estudantes tomaram as ruas. Dez anos depois, o motivo foi o resultado das eleições. Em 2022, a multidão protestou contra a morte de uma jovem sob custódia da política de costumes.  

Na tentativa de conter os protestos, autoridades do Irã fizeram novas ameaças aos manifestantes que, segundo o governo, praticarem atos de sabotagem, destruição de patrimônio ou entrarem em confronto com as forças de segurança. A punição? Sentença de morte.

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