O banco digital PicPay apresentou nesta segunda-feira (5) pedido para uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa de valores Nasdaq, nos Estados Unidos.
A empresa, sediada em São Paulo, registrou lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, ante R$ 172 milhões no mesmo intervalo do ano anterior.
A receita total alcançou R$ 7,26 bilhões no período, frente a R$3,78 bilhões um ano antes.
O total de clientes ativos avançou de 37,5 milhões para 42,1 milhões no fim de setembro do ano passado. A receita média trimestral por cliente ativo cresceu de R$ 38,10 para R$ 65,40, enquanto o custo de atendimento aumentou de R$ 16,80 para R$ 17,80.
A companhia informou ainda um volume total de pagamentos (TPV) de R$392,46 bilhões nos nove meses encerrados em setembro do ano passado, cerca de 32% superior ao registrado no mesmo período de 2024.
Controlada pela holding J&F — também dona da processadora de carnes JBS —, a PicPay faz sua segunda tentativa de abrir capital nos Estados Unidos, após ter abandonado os planos de IPO em 2021 diante de condições desfavoráveis de mercado.
O mercado de IPOs nos Estados Unidos ganhou fôlego em 2025 após quase três anos de ritmo fraco.
No entanto, a expectativa de uma retomada mais consistente foi contida pela volatilidade provocada pelas tarifas de importação do governo Donald Trump, pela paralisação prolongada do governo norte-americano e pela queda das ações de empresas ligadas à inteligência artificial no fim do ano passado.
Analistas projetam que o mercado de IPOs volte a ganhar tração em 2026, com mais empresas de criptomoedas e fintechs indicando planos de abertura de capital.
Entre elas estão o neobanco britânico Revolut, a plataforma de ativos digitais Kraken e o aplicativo japonês de pagamentos PayPay.
A PicPay pretende listar suas ações na Nasdaq sob o código “PICS” e destinar os recursos do IPO a objetivos corporativos gerais, como capital de giro, despesas operacionais, atendimento a exigências regulatórias de capital e investimentos.
Citigroup, BofA Securities e RBC Capital Markets atuam como coordenadores globais da oferta.
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