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Petro detalha telefonema com Trump: “Se não houver diálogo, há guerra”. Vídeo

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, detalhou nesta quarta-feira (7/1) a conversa por telefone que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 23:50 · Atualizado há 1 dia
Petro detalha telefonema com Trump: “Se não houver diálogo, há guerra”. Vídeo
Foto: Reprodução / Arquivo

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, detalhou nesta quarta-feira (7/1) a conversa por telefone que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à escalada de tensão entre os dois países e às recentes trocas de farpas. O contato ocorreu após declarações de Trump sugerindo possível ação militar na Colômbia.

Petro afirmou que a ligação foi a primeira desde que Trump assumiu a Presidência norte-americana. Segundo ele, o telefonema durou cerca de uma hora e tratou de dois temas principais: Venezuela e narcotráfico

Os presidentes Gustavo Petro (da Colômbia) e Donald Trump (dos EUA)

Então, tratei de dois temas: Venezuela e narcotráfico. Tive de apresentar alguns números, porque sou questionado por estar há 20 anos arriscando minha vida no combate a traficantes poderosos

— Petro disse ainda que apresentou dados sobre o combate às drogas durante a ligação. , declarou

Trump confirmou o telefonema em publicação na rede Truth Social. Segundo o norte-americano, os dois falaram sobre drogas e divergências recentes.

está muito doente, governado por um homem doente que gosta de produzir cocaína

— A conversa ocorreu após dias de tensão. Depois da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças norte-americanas, Trump não descartou a possibilidade de uma operação semelhante na Colômbia, sob o argumento de combate ao narcotráfico. Ele disse que o país .

Petro reagiu às declarações e defendeu os resultados de sua política antidrogas. Em publicação no X (antigo Twitter), afirmou ter obtido números históricos de apreensão de cocaína e rebateu acusações de conivência com o tráfico. “Esses são fatos, não retórica”, escreveu, ao dizer que os resultados representam bilhões de doses que não chegaram aos Estados Unidos.

Três dias após as ameaças, milhares de colombianos atenderam à convocação do presidente e foram às ruas em defesa da soberania nacional. A principal manifestação ocorreu na Praça de Bolívar, em Bogotá, onde Petro discursou. Ele classificou as mobilizações como resposta às falas de Trump e defendeu que o país não aceite ameaças externas.

Aquí hablando con el presidente Trump pic.twitter.com/zVGjwJiRUx

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